Com o passar dos anos, a tecnologia avança conforme a necessidade da sociedade e novos conceitos são criados para aperfeiçoar a rotina das pessoas, em especial dentro das empresas. Essenciais para as novas demandas que nascem, os conceitos de Low-code e No-code e Lock-in vem ganhando cada vez mais notoriedade dentro de empresas - sejam elas de tecnologia ou não - e não apenas nas áreas de TI, mas de negócios e em outros segmentos.
Pensando nisso, a Digibee, principal plataforma eiPaaS (Enterprise Integration Platform as a Service) responsável pela integração de sistemas para conectar grandes empresas ao mundo digital, como B3, Itaú Unibanco, Carrefour, Assaí Atacadista e outras, convidou executivos para apresentar esses conceitos, que podem mudar o rumo da sua empresa. Confira:
“Low-Code e no-code” por Peter Kreslins Junior, Diretor de Tecnologia e co-fundador da Digibee
Conhecidas por diminuir ou eliminar a quantidade de código necessário para o desenvolvimento de programas, softwares e outros, permitindo que profissionais de TI atuem em áreas mais estratégicas, as plataformas low-code e no-code estão em destaque no mundo da tecnologia.
Esse crescimento tem potencial. De acordo com o Relatório Global de Cenário de Mercado de Plataforma de Desenvolvimento de low-code 2021, entre 2020 e 2030 a previsão é que a receita global desse mercado deverá saltar de US$ 12,5 bilhões para US$ 190,8 bilhões.
Além de agilizarem o processo e otimizarem o trabalho dos especialistas em tecnologia, como a automação de tarefas rotineiras, essas plataformas facilitam a disseminação de boas práticas como performance, resiliência e segurança.
No Brasil, o modelo pode auxiliar empresas no processo de transformação digital. Principalmente as grandes companhias que buscam ganho de escala e velocidade em suas operações.
“Lock-in” por Paulo Veras, conselheiro da Digibee e co-fundador da 99
Investir em uma solução tecnológica pode ser um grande passo para uma companhia, mas de repente, esse grande investimento se transforma num bloqueio ao progresso e à produtividade da empresa. Essa é uma ótima forma de contextualizar o chamado lock-in: aprisionamento tecnológico.
É preciso ter um olhar analítico sobre a tecnologia que se aplica a uma empresa de forma contínua. Não se deve tomar uma decisão que vai bloquear determinado crescimento dentro de uma empresa pelos próximos cinco ou dez anos. É preciso rever essas ferramentas constantemente e se abrir para testar novas plataformas.
O lock-in é fruto, quase sempre, de dois motivos: a incapacidade de acompanhar e assimilar a evolução tecnológica ou a dependência de soluções que não conversam com outras plataformas. Há ainda um terceiro fator que permeia essas razões: o medo do novo e das formas “inéditas” de aprisionamento que ele pode trazer consigo.
“Toda escolha gera um grau de dependência da plataforma escolhida. O mais importante é fazer escolhas que geram mais alternativas para o futuro. Que tragam mais independência e modernização para que a empresa tenha mais controle do seu caminho”, reforça Veras.