A autora best-seller do Livro Todo Santo Dia explica uma atitude que pode mudar a sua vida. Já escutou falar em “lar emocional”? Pois é, todos nós temos um. Se você não sabe qual é o seu, a palestrante ensina você a encontrar através das seguintes perguntas: “qual é a emoção que está sempre presente na sua vida? Qual é a emoção que lhe transmite segurança, mesmo que seja uma emoção desagradável? A que você “visita” com mais frequência?”
Cada pessoa tem uma resposta e você terá a sua, talvez seja estresse, gratidão, raiva, culpa ou alegria. O seu lar emocional pode evocar sentimentos bons ou ruins. Independentemente disso, a tendência é sempre voltar a ele. Por exemplo, se o seu lar emocional é o da gratidão, por mais que algo ruim aconteça, você encontrará uma maneira de ser grato por aquilo. Se o seu lar emocional é o da culpa, mesmo que você obtenha as maiores realizações, sempre encontrará um motivo para se sentir culpado.
Explica a palestrante que o mais importante é se ter consciência do seu lar, mapeá-lo e trabalhar para construir uma nova casa.
O lar emocional pode mudar a sua vida porque, assim como o profissional, o familiar e o social, norteará suas escolhas se você não estiver atento. Tudo o que acontecer na sua vida, de bom ou ruim, fará com que você queira retornar para lá, porque é o que conhece e onde se sente seguro.
A autora confessa que houve um tempo na sua vida em que seu lar emocional era o medo, nesta época, se era convidada para uma palestra, mesmo sendo algo que adorava fazer ficava com o receio de algo dar errado. O seu lar era do medo, era o que conhecia dentro dela.
Ela nos ensina qual é o primeiro passo para mudar essa realidade e criar o lar que você deseja. Inicialmente é preciso identificar suas emoções para então reprogramá-las. Cumprida a etapa de reconhecimento, vem a próxima: você precisa ser honesto e responder em qual lar gostaria de estar, qual a principal emoção que desejaria sentir e o que é preciso fazer para que isso aconteça. É como se você não gostasse da casa onde mora e decidisse procurar outra moradia, mais ensolarada ou com uma linda varanda.
Você viu?
Se a pessoa está no lar da preocupação e busca paz, deve avançar na investigação e perguntar: o que pacifica o meu espírito? Muitas acham difícil encontrar essa resposta.
Esse autoquestionamento sobre o lar emocional faz com que muitos de nós percebamos o quanto estamos desconectados de nós. Ela faz algumas perguntas para dar clareza se você deseja criar um lar de paz: “quais atitudes poderosas podem ser tomadas [SP1] [DC2] para alcançar esse estado?” Neste caso, a meditação pode ser uma maneira de acalmar a mente. É diferente de se sentar no sofá e assistir a um telejornal cheio de notícias trágicas.
Mas alerta ela que o cérebro não sabe como partir de um ponto A e chegar a um ponto B. Para que ele possa trilhar esse caminho, é preciso praticar diariamente o que nos leva ao lar emocional que queremos. Uma vez que tenhamos clareza, é preciso agir com consistência. Na percepção dela, nove meses, o tempo de uma gestação saudável, é o período necessário para gerar essa nova atitude saudável.
Uma técnica muito eficaz é você dar um nome ao seu novo lar emocional. Ela brinca que até se conscientizar disso chamava o seu lar anterior de “Andreza medrosa”. Quando rebatizou para “Andreza corajosa”, passou a enxergar com clareza qual das duas estava em ação em cada circunstância. Isso ajudou a especialista em desenvolvimento humano a trazer a “Andreza corajosa” mais vezes para o protagonismo.
Esclarece ela que é importante organizar uma lista de emoções mais constantes e aquelas que você deseja atingir. Entenda onde é seu lar atual e onde deseja estar. Esse é um grande passo em direção à mudança.
Andreza Carício é CEO da marca Todo Santo Dia