A chegada do coronavírus primeiro na Ásia, Europa e até mesmo América do Norte antes do Brasil fez com que muitos brasileiros que estavam estudando no exterior voltassem para casa. E por este mesmo motivo, o Brasil deve ser um dos últimos países a ter as fronteiras internacionais reabertas.

Com isso, apesar de toda a crise, ainda vejo aqui uma oportunidade para muitas instituições brasileiras, especialmente aquelas com tickets mais altos, já que esses alunos têm renda familiar acima da média e pretendem continuar estudando. Segundo a Belta – associação brasileira reguladora de intercâmbios, o segmento teve uma queda de 75% a 80%. Um número extremamente representativo e que deve virar oportunidade interna.

Por outro lado, a ABMES divulgou uma pesquisa que mostra que 42% dos estudantes aqui no Brasil podem abandonar faculdades privadas. Dentro desse número, o principal motivo para o possível abandono, principalmente entre os alunos de baixa renda, é não conseguir pagar as mensalidades.

Já sabíamos que essa crise era forte, mas esses dados me deixaram reflexivo e ainda mais atento. Afinal, precisamos encontrar alternativas para virar esse jogo e incentivar alunos a continuarem na faculdade. A educação nunca pode parar.

Mas como não perder os estudantes que já estão dentro das universidades? Quais planos de segurança são possíveis apresentar para os alunos? Acredito que mais oportunidades de parcelamento e financiamento estudantil privados podem ser uma saída para conter a evasão escolar no ensino superior.

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E de que forma as instituições podem aproveitar esse retorno dos estudantes ao Brasil? Opções de validação de matéria e parceria com as instituições estrangeiras pode ser um caminho.

Quais medidas sua instituição já teve que tomar?

Esse é um momento de se reinventar, flexibilizar e traçar novas estratégias.

Beto Dantas
Arquivo pessoal/Beto Dantas

Beto Dantas é CEO Amigo Edu e Conta



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