Como proteger dispositivos móveis quando até mesmo as maiores empresas de tecnologia caem em violações de segurança? A difusão cada vez maior da prática do home office tem feito as empresas se voltarem para questões envolvendo a segurança dos seus dispositivos que ficam em posse dos seus colaboradores. A aplicação de uma política de segurança nos dispositivos usados no trabalho remoto, assim como a viabilização do acesso remoto a eles e a elaboração de otimização de processos são algumas das ferramentas que gestores podem lançar mão para enfrentar este desafio.

Segundo pesquisa da Statista, que aglutina levantamentos referentes ao mundo da tecnologia, no ano de 2021, a porcentagem de empresas vítimas de ataques ransomwares em todo o mundo foi de 68,5%, o maior índice já registrado em comparação com os 3 anos anteriores. Permitir um trabalho remoto com segurança, minimizar o tempo de inatividade e a interrupção da produtividade organizacional, tornou-se ainda mais um desafio para qualquer organização.

Vinícius Oliverio, cofundador da Urmobo, startup referência em gerenciamento de dispositivos móveis, separou três dicas referentes a formas com as quais as novas tecnologias podem proteger empresas e colaboradores na prática do trabalho remoto.

1. Aplique uma política de segurança nos dispositivos utilizados

Independente do sistema que sua empresa esteja usando, é importante que se estabeleça uma política de segurança da informação junto aos colaboradores, deixar claro suas diretrizes e normas. Isso é feito para que os deveres, obrigações e limitações sejam cumpridas no uso dos dispositivos móveis.

De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a média de trabalhadores brasileiros em home office é de 10%. “O número expressivo de pessoas que vivenciam o trabalho remoto implica na quantidade igualmente expressiva de dispositivos que elas utilizam. É preciso que haja diretrizes bem estabelecidas para o uso deles”, explica Vinícius.

“Sistemas de gerenciamento de dispositivos também facilitam processos de autenticação de vários fatores, efetuam a verificação de identidade no sistema, garantem que apenas usuários autorizados acessem dados e dispositivos e mantêm a estrutura e os aparelhos em conformidade, dentro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, destrincha.

2. Possibilite o acesso remoto dos dispositivos

Uma estratégia acertada de gerenciamento remoto de dispositivos corporativos móveis promove a redução de custos, aumento de produtividade e representa um novo modelo de trabalho, transformando processos e operações. “Além disso, as soluções de gerenciamento de dispositivos podem controlar e monitorar por acesso remoto vários dados, fornecendo autenticações para usuários, removendo devices da rede, oferecendo limpeza remota de informações dos dispositivos, caso perdidos ou roubados”, explica o cofundador da Urmobo.

3. Promova a otimização de processos

Otimizar equipes e transformar seus negócios digitais enquanto permite o gerenciamento da TI e traz funcionalidades para sua empresa é outra consequência positiva da adoção de ferramentas de gestão de dispositivos corporativos. “Dependendo da propriedade do dispositivo, existem opções para personalizar o perfil de trabalho de forma semelhante a um perfil pessoal. Por exemplo, notificações, alertas e sons de toque podem ser diferenciados e mais”, exemplifica Vinícius.

Conectar determinados aplicativos multifuncionais também pode ajudar os usuários a aproveitar ao máximo seu dispositivo para ter uma visão holística de como todos os dados se cruzam. Por exemplo, com o Google Agenda, é possível visualizar eventos pessoais e de trabalho juntos de maneira unificada para obter o máximo de suas programações.

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