O setor de tecnologia cresceu mais de 60% na América Latina durante a pandemia, segundo a pesquisa  realizada pelo BID em parceria com o LinkedIn. Este aumento mostra também um gap importante: a capacitação dos profissionais da área. O estudo Agenda 2022, da consultoria Deloitte, aponta que 9 em cada 10 das maiores companhias do País, que representam 35% do PIB em faturamento, pretendem aumentar ou ao menos manter investimentos em qualificação tecnológica de seus colaboradores. Mas como isso está sendo feito? 

A educação 3.0 foi a resposta encontrada por grandes empresas para formar com qualidade seus colaboradores nas áreas de tecnologia. Empresas como Bradesco, Itaú, Magalu, e Santander têm investido em iniciativas de capacitação neste formato. A Let’s Code , edtech de programação parceria dessas e de outras marcas, viu a procura por suas soluções quase dobrar entre 2021 e 2022.

“Projetos de educação e capacitação com foco em empregabilidade são uma alternativa para o setor privado, principalmente na área da tecnologia. Essa é uma estratégia benéfica tanto para as empresas, quanto para os profissionais  que procuram aprimorar a sua formação, uma vez que conseguem aprender com qualidade sem pagar nada por isso. Programas como esses são extremamente importantes para as empresas, que ao mesmo tempo impulsionam um ciclo virtuoso de desenvolvimento e ESG no mercado.” explica Gabriel Göltl, CMO da edtech.

São vários os benefícios das capacitações em tecnologia por meio dos programas de eduployment - para as empresas e para os profissionais. Entenda mais: 

Investimento na economia do futuro

Segundo relatório da Brasscom, anualmente o Brasil capacita 46 mil pessoas com perfil para atuação em TI e a projeção da associação é de que seriam necessários cerca de 70 mil profissionais ao ano para que as vagas disponíveis hoje no mercado fossem completamente preenchidas. “Formar profissionais para o setor de tecnologia é uma demanda para a economia de agora e também do futuro.  Assim, é possível criar mais oportunidades para quem já atua em tecnologia e quer encontrar novos desafios, quem busca fazer uma transição de carreira, e também para pessoas desempregadas, que têm nas iniciativas das empresas uma chance de recolocação.” conta Gabriel.

Atração e retenção de  talentos

Ser uma empresa reconhecida por constantemente capacitar o time chama atenção dos profissionais do mercado de TI, que é tão competitivo. A possibilidade de aprender novas habilidades e migrar de carreira dentro da própria empresa também é algo que atrai os talentos.  “Reconhecendo a dinamicidade do mercado, as empresas também podem transformar seus colaboradores em life long learners - ou eternos aprendizes - o que hoje é visto como uma vantagem competitiva para os negócios. Além dos programas de formação em si, iniciativas de capacitação e requalificação funcionam como uma forma de valorizar o profissional que já está na empresa e aumentar as chances de retenção de talentos.” conta o executivo.

Valorização da cultura organizacional

Um dos maiores desafios dos times de RH nas empresas é o alinhamento dos colaboradores com a cultura organizacional. Um programa de eduployment prevê a cultura da companhia como base para o processo de formação. Assim, durante o curso, é mais fácil garantir que a companhia vai atrair os talentos certos para o time. Em programas exclusivos pensados no modelo empresa-escola são definidos os perfis dos colaboradores, criando um fit entre a empresa e os profissionais, valorizando a cultura organizacional e diminuindo o turnover.

Aprendizado de soft skills

Em tecnologia, desenvolver as habilidades que vão além do conhecimento técnico é tão importante quanto construir um código complexo. O investimento em eduployment também possibilita o aprendizado de soft skills, segundo Gabriel Göltl. “Nossos professores são profissionais que atuam no mercado, e assim conseguimos estimular nos alunos o desejo de aprender e praticar aquilo que é ensinado, além de também trocar com outras pessoas que programam em nossa comunidade gratuita  com 22 mil participantes”, comenta.

Estratégia para fomentar diversidade no setor

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) as mulheres ainda representam apenas 20% dos profissionais de tecnologia do país, reflexo de uma construção histórica do setor. Mas, o cenário está mudando. Nos últimos cinco anos, a participação feminina nas áreas de tecnologia cresceu 60%. “Muito além de proporcionar ensino de qualidade, iniciativas de eduployment também funcionam como ações afirmativas para as companhias, como é o caso, por exemplo, de programas que foram criados para contratações de públicos diversos em parceria com grandes empresas.” conta Gabriel. 


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