Pode ser que você tenha uma líder ou gestora parecida com a Pia Sundhage: experiente, estrategista e que se adapta a diferentes cenários. Ou de características semelhantes a Bev Priestman, da seleção canadense: jovem, ousada e com espírito motivador. Já parou para pensar quais desses modelos de gestão já foram incorporados pela sua empresa ou ainda nem foram relacionados pelos seus líderes?

O PageGroup, consultoria líder mundial em recrutamento executivo especializado, listou o perfil de liderança de algumas técnicas das seleções que participarão da Copa do Mundo Feminina deste ano e como esses diferentes estilos de gestão se encaixam nas empresas.

Para Letícia Valente, diretora do PageGroup, as treinadoras possuem habilidades que podem ser adaptadas e servirem de exemplo para gestoras de empresas. “Por mais que cada uma tenha seu modelo de gestão, as líderes do futebol e das organizações têm papéis parecidos em suas rotinas, como motivar os colaboradores, encontrar soluções rápidas para gerar resultados e driblar o preconceito e a desconfiança. Essas gestoras servem de inspiração e referência para que cada vez mais possamos ver cargos de liderança sendo ocupados por mulheres”, diz.

Confira abaixo os perfis que a sua empresa já tem ou ainda precisa:

Pia Sundhage – Brasil  

A técnica da seleção brasileira é considerada uma referência no mundo do futebol feminino como jogadora e treinadora. Além de participar de 3 copas do mundo e conquistar uma medalha de prata nas Olímpiadas de 1996, Pia garantiu no comando técnico duas medalhas de ouro olímpicas para os Estados Unidos (2008 e 2012). A comandante também é conhecida por se adaptar a diversos cenários e ter diferentes estratégias no mesmo jogo.

Perfil de Liderança:  experiente, é uma líder com muitas conquistas na carreira e que sabe extrair o máximo de rendimento das atletas pelo seu conhecimento de jogo. Adota uma comunicação clara e bem-humorada, característica bem-vista por suas equipes.

Analogia com o mundo corporativo:  gestora com muita experiência e que busca sempre o melhor desempenho. Tem boa gestão de grupo e sabe extrair o melhor dos colaboradores com conversas claras e tranquilas.

Bev Priestman – Canadá  

Mesmo sendo jovem, Bev possui experiência como assistente técnica da Nova Zelândia, com participação na Copa do Mundo Feminina de 2015. Assumiu a equipe canadense em 2020 e desde então aplica seu conhecimento tático moderno e ofensivo.

Perfil de liderança:  técnica com mentalidade ambiciosa e vencedora, motiva suas atletas para que mantenham o mais alto grau de determinação para alcançarem os objetivos.

Analogia com o mundo corporativo:  líder jovem, motivada e que sabe como se comunicar com os colaboradores para criar um ambiente saudável e ambicioso.

Martina Voss – Alemanha  

Gestão de talentos. A frase é quase perfeita para definir a técnica da Alemanha Martina Voss. Como atleta, foi campeã dos Jogos Olímpicos de 1984 e da Copa do Mundo Feminina em 2003.

Perfil de liderança:  A treinadora preza pelo desenvolvimento e a motivação individual das atletas, criando um ambiente positivo e agradável para a equipe.

Analogia com o mundo corporativo:  a líder que sabe selecionar e desenvolver talentos, tem empatia e entendimento para aplicar a estratégia correta em cada processo.

Sarina Wiegman - Inglaterra  

Com início de trabalho nas categorias de base da Holanda, a técnica já recebeu o prêmio de Treinadora do Ano da FIFA em 2017, como reconhecimento do trabalho feito na seleção holandesa principal na Eurocopa do mesmo ano.

Perfil de liderança:  líder pragmática, organizada e que trabalha a eficiência e os relacionamentos sólidos para criar um ambiente agradável.

Analogia com o mundo corporativo:  acredita na organização dos processos e na união dos colaboradores para entregar resultados eficientes.

Milena Bertolini - Itália  

Uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do futebol feminino na Itália. Milena assumiu a seleção italiana em 2017 e logo alcançou resultados surpreendentes, como a classificação para a Copa do Mundo Feminina de 2019, algo que não ocorria no país há 20 anos.

Perfil de liderança:  sabe trabalhar a mentalidade em longo prazo para o desenvolvimento das atletas de forma individual e coletiva. Mantém um estilo organizado e preza pela união do grupo.

Analogia com o mundo corporativo:  mesmo com foco em processos de trabalho de médio e longo prazo, consegue se adaptar para extrair o melhor dos colaboradores para entrega de resultados em pouco tempo.

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