Diante de um cenário cada vez mais competitivo, é natural que as companhias sejam confrontadas com desafios ligados à diversidade e inclusão nas empresas. Segundo a pesquisa "O cenário brasileiro LGBTI+", realizada em 2021 pela Mais Diversidade, revelou que 20% dos entrevistados ainda não têm a opção de falar sobre sexualidade no ambiente corporativo. Sendo que bis e panssexuais são a maioria ao esconderem a orientação e buscarem empregos informais ou empreender com maior frequência. Os dados evidenciaram que apenas 30% da população LGBTI+ se sente segura para falar abertamente sobre sua orientação afetiva sexual e/ou identidade de gênero.

Com base nesses dois dados, há uma pequena amostra da real importância das organizações trabalharem com a diversidade de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho. E para exemplificar, especialistas trazem algumas dicas de práticas para a sua organização não ficar para trás na inclusão de pessoas dessa comunidade.

Para Ricardo Sales, fundador e CEO da Mais Diversidade, a inclusão precisa ser intencional. “Tenha um planejamento, divida responsabilidades, estabeleça metas e mantenha a liderança por perto”.

Já Hóttmar Loch, co-fundador da Nohs Somos e empreendedor social, "Promover a diversidade e inclusão nas empresas requer um compromisso genuíno e intencional. É necessário criar um ambiente acolhedor e seguro, onde todas as pessoas se sintam valorizadas. Isso envolve a adoção de políticas inclusivas e a sensibilização dos colaboradores. A diversidade é uma fonte de inovação e crescimento para as organizações".

Para Viviane Elias Moreira, executiva de alta gestão e atuante em grupos de trabalhos com foco em diversidade racial e de gênero, a inclusão precisa ser interseccional e intencional. “A partir do momento que há características diferentes entre um homem branco homossexual, por exemplo, e de uma mulher negra trans, não podemos esquecer que para traçar a inclusão efetiva, o fator raça e social também precisam ser levados em consideração. Só assim, conseguiremos viabilizar acesso aos representantes das demais letras da sigla”.

Nadja Brandão, CEO e Diretora Executiva da {reprograma}, acredita que um bom primeiro passo é alinhar o time sobre para onde a empresa deseja ir e o porquê. “É necessário o trabalho de profissionais engajados e iniciativas para fortalecimento da cultura inclusiva, além da ampliação da representatividade, de forma transversal, em todas as áreas e cargos da empresa. Para isso, a definição de metas e indicadores que sinalizam se as mesmas estão ou não sendo atingidas são essenciais para mensurar avanços, corrigir rotas e acompanhar a evolução”.

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