Cerca de 37% dos brasileiros já deixaram de consumir produtos e serviços de empresas que não possuem ações efetivas de preservação do meio ambiente, segundo uma pesquisa da Opinion Box. A nível mundial, estima-se que 77% dos compradores priorizem o consumo em companhias comprometidas com as iniciativas ESG, conforme um levantamento da Union + Webster International.
Os dados, que apontam as tendências de consumo da população, deixam claro que a sustentabilidade e os compromissos socioambientais já são requisitos para que os consumidores qualifiquem uma companhia como uma opção para consumir. Para além disso, mais do que influenciar diretamente a decisão dos compradores, a prática ESG - que reúne iniciativas ambientais, sociais e governamentais - também pode impactar o alcance de investimentos.
Do lado dos consumidores e dos investidores, a demanda pela absorção das iniciativas ESG por parte das empresas está cada vez mais proeminente. Para Willian Barros, gerente de novos negócios da Ambiensys, é exatamente essa exigência do público e do mercado que está impulsionando as companhias a se esforçarem para se adequar à nova condição para o consumo. “Os consumidores enxergam mais valor nos produtos e serviços que carregam a responsabilidade socioambiental”, afirma.
Nesse sentido, os compromissos a serem assumidos pelas empresas passam por questões como diversidade no quadro de colaboradores, busca por produções menos poluidoras e compensação dos impactos ambientais promovidos, por exemplo. Além disso, a pesquisa da Opinion Box destaca, ainda, que polêmicas envolvendo trabalho análogo à escravidão, poluição, denúncias de assédio, entre outras, são fatores decisivos para que o público deixe de consumir na companhia.
Segundo Willian, as empresas estão dentro da chamada “fábrica social”, que envolve os direitos e deveres das companhias na sociedade, e, por isso, devem investir esforços para se adequar ao novo cenári. “As corporações precisam evoluir para continuar nessa fábrica, assim como a demanda dos consumidores se transformou e evoluiu. Faz parte do mercado e elas precisam se adaptar, trazendo a questão do ESG para o core da organização”, enfatiza.