A contagem regressiva para a Black Friday já está a todo vapor. A data dá início à temporada de compras natalinas e é conhecida por seus descontos generosos. Entre os objetos de desejo de quem busca descontos atraentes estão itens de moda e beleza. Aliás, o mercado da moda registrou um crescimento de 16% entre 2020 e 2021. A Rede NZN, por exemplo, registrou mais de 2,2 milhões de usuários mensais com interesse em moda e mais de 6,6 milhões de pageviews mensais. A expectativa é que a tendência se mantenha no período de Black Friday de 2022. 

A data, é claro, é uma oportunidade para o comércio atrair o público e, para isso, é preciso investir em estratégias para conquistar a atenção. Em um levantamento  realizado pelo NZN Intelligence, 64% dos respondentes afirmaram que seguem preferindo comprar online, mesmo com a reabertura do comércio, por razões como comodidade e praticidade, preços atrativos, possibilidade de conferir avaliações de outros clientes e variedade de lojas.

“Essa tendência tem sido observada há alguns anos. O que se constata é que os itens de desejo na Black Friday são aqueles que, fora de promoções, costumam ter um valor mais elevado, tornando-se atrativos durante períodos de ofertas”, comenta a editora-chefe do TecMundo, Joy Macedo.

 Descontos precisam ser significativos

Um achado interessante foi o fato de que, para 33% dos consumidores, o desconto mínimo para motivar a compra durante a Black Friday é de 50%, sendo que apenas 13% dos respondentes disseram não levar o desconto em consideração. O local preferido para as compras na Black Friday são as lojas online, apontadas por 60% dos respondentes.

“Fica claro, portanto, que as marcas que desejam realizar ações na data devem oferecer descontos significativos. Ressalte-se que, além da redução atrativa no preço, os principais critérios observados são qualidade do produto e segurança e confiabilidade dos canais de venda”, acrescenta Joy.

Quanto os consumidores estão dispostos a gastar nesta Black Friday?

Questionados sobre até quanto pretendem gastar na Black Friday de 2022, 23% dos consumidores responderam que gastariam mais de R$3 mil, enquanto 22% disseram que gastariam mais de R$1 mil e 20% afirmaram que pretendem desembolsar de R$500 a R$1 mil. Nas faixas de menor gasto, 12% responderam que gastariam de R$300 a R$500, 13% alegaram que podem gastar de R$100 a R$300, 5% devem gastar de R$50 a R$100 e 6% querem gastar até R$50, somente.

Necessidade de economizar afasta consumidores

A pesquisa do TecMundo ainda direcionou perguntas aos consumidores que não pretendem comprar nada na Black Friday deste ano. Os principais motivos são a falta de interesse em itens específicos (27%), a vontade de economizar (26%) e a falta de condição financeira no momento (25%). Ademais, 11% dos usuários disseram nunca terem encontrado promoções interessantes e outros 11% responderam que não fazem questão de comprar em datas promocionais.

Composição dos dados

62% dos respondentes da pesquisa declararam que se identificam com o gênero masculino. 27% são do gênero feminino e 11% preferiram não responder. Quanto à faixa etária, 33% têm entre 18 e 24 anos, 20% estão na faixa dos 25 aos 34 anos, 12% têm de 35 a 44 anos, 14% têm entre 45 e 54 anos, 11% têm de 55 a 64 anos e 10% têm mais de 65 anos de idade.

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