O cenário é competitivo e não favorece quem está começando. Enquanto grandes redes contam com diversos especialistas e ferramentas para atrair clientes, os microempreendedores acabam contando com poucas estratégias e muito com as indicações na hora de ampliar o negócio.
Pensando em dar uma força a esses profissionais, Andrea Avedissian, gerente de marca da Zippi - empresa que entrega capital de giro para micro e pequenos empreendedores -, traz cinco passos simples para quem quer começar a trabalhar por conta própria. Confira!
1 - Busquem conhecimento!
Como diria o ET Bilu, nada mais poderoso que o conhecimento! Por isso, é de extrema importância se atualizar e ter um entendimento mais a fundo, seja na sua área de atuação ou em outras vertentes. Então, busque cursos e fontes que tragam novidades e novas percepções de como fazer o seu negócio decolar.
Independentemente do segmento - que norteará os seus estudos mais nichados -, é sempre importante entender como utilizar as redes sociais para atingir novos clientes e criar uma comunidade com os seguidores. Canais como WhatsApp, Telegram, Instagram e Facebook são excelentes exemplos. Embora muitos cursos e aulas envolvam algum tipo de investimento, saiba que existem meios de começar a aprender de forma gratuita e sem perder em nada a qualidade. Busque canais no YouTube, ebooks gratuitos, blogs e até mesmo dicas preciosas nas redes da Zippi para aprender!
2 - Saiba precificar seu trabalho
Ter em mente o valor do seu trabalho, serviço ou produto é um dos maiores desafios dos profissionais autônomos. Não há maneira certa ou errada de precificar, o que não pode é ter medo de cobrar o correto pelo trabalho e tentar baratear demais seu serviço, senão poderá ter um prejuízo no fim das contas.
O conselho que dou para entender a melhor forma de precificação é sempre avaliar alguns pilares: seu perfil (aqui falamos de experiência na área, diferenciais e qual “ponto” você está dentro de seu nicho); custos como manutenção, matéria-prima, estudos, MEI e DAS, dentre outros, precisam ser contabilizados; concorrência, a qual você pode se balizar em quem tem um perfil similar; ter em mente o quanto você deseja ter de lucro no fim do mês; calcular quanto vale a sua hora de trabalho, se baseando nos valores mensais que deseja receber - você pode utilizar calculadoras de freelancers disponíveis na internet ou fazer a conta “raíz”. Por exemplo, se pretende trabalhar cinco dias na semana, com uma carga horária de 8h, são 40h semanais. Um mês inteiro tem em média 160h, então divida o valor total do mês por 160h para ter o valor médio de 1h trabalhada.
3 - Organize-se financeiramente
Não basta saber o preço do seu trabalho, é preciso entender como você lida com suas finanças, tanto profissional quanto pessoalmente. Por isso, a organização financeira precisa ser avaliada sempre! Antes de mais nada, saiba separar o que é para uso pessoal e o que é para sua empresa e/ou atividade, por isso, é bacana ter planilhas de controle de gastos de atualização diária e semanal. E, claro, cada uma no seu quadrado, ok? Nunca pegue dinheiro do seu caixa de trabalho para gastos pessoais no meio do dia. Pode parecer inofensivo, mas no fim do mês, a dor de cabeça pode ser grande! Monte seus fluxos de caixa (contas a pagar, vendas, entradas e saídas de dinheiro, etc.) e use isso a seu favor nos planejamentos.
Aqui, dou uma dica bônus: além do controle financeiro, é interessante, também, ter contas diferentes para cada finalidade (profissional e pessoal). Assim, evita cair na tentação de gastar o que não se deve.
4 - Imprevistos acontecem, esteja preparado!
Acidentes, doenças, problemas técnicos ou qualquer outro motivo nos demandam, em alguns momentos, a nos ausentar do trabalho por um período maior. Enquanto quem trabalha de carteira assinada tem respaldos como licenças remuneradas e seguro desemprego, por exemplo, profissionais autônomos não têm esse “luxo”. Contudo, nem tudo está perdido!
Existe um seguro voltado especialmente para essa categoria de trabalho: o SERIT, ou Seguro de Renda por Incapacidade Temporária, que auxilia a classe na garantia de uma renda mensal em caso de algum imprevisto. Funciona como muitos seguros que conhecemos, como os de saúde, em que paga-se um valor mensal para ter a cobertura quando necessária. Ele pode ser adicionado junto à contratação de um seguro de vida.
Outra vantagem desse modelo é que, justamente por estar relacionado ao seguro de vida, é possível ter outras assistências, como jurídica, opinião médica e até mesmo pet!
5 - Foque no que você sabe!
É natural que muitos trabalhadores autônomos, principalmente aqueles que estão começando, queiram agradar os clientes a todo custo para fidelizá-los. Contudo, é importante ter em mente tomar cuidado para não abraçar demandas demais ou atividades que não têm o domínio apenas para agradá-los, pois o risco de “sair pela culatra” é bem grande.
Um jogo limpo e um trabalho/serviço bem feitos valem muito mais do que querer abraçar o mundo. Portanto, foque no que você sabe e entende e, principalmente, saiba administrar seu tempo. Se houver alguma forma de automatizar algumas etapas do trabalho para conseguir dar uma atenção especial a outras atividades, faça isso. Saber delegar atividades - caso tenha outras pessoas no time - também é um diferencial para tornar o serviço mais fluido, rápido e de qualidade.
Dessa forma, você terá mais tempo para dar atenção ao que realmente sabe fazer e, de quebra, não terá dor de cabeça com possíveis reclamações e atrasos.