O Brasil bateu recorde de empresas abertas em 2021. Foram mais de 4 milhões de novos empreendimentos, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. De acordo com o Boletim do Mapa de Empresas, do terceiro quadrimestre de 2021, divulgado pelo Ministério da Economia, também houve redução no tempo para abrir um negócio. Os dados apontam o crescimento do empreendedorismo como atividade econômica em todo o Brasil.

Com a pandemia provocada pela Covid-19, muitos brasileiros perderam seus empregos e precisaram se reinventar no mercado de trabalho, empreender tornou-se uma das opções. Um setor sempre aquecido é o de compras governamentais, que funciona 365 dias ao ano e independe de cenários econômicos e políticos, sendo uma opção de fonte de renda para microempreendedores individuais, pequenas, médias e grandes empresas presentes em todo o território nacional.

Ainda de acordo com dados do Ministério da Economia, as compras públicas representaram mais de R$ 900 bilhões de reais somente em 2019. Já a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que as licitações públicas movimentam entre 15% a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países que realizam processos licitatórios.

Uma força econômica disponível para empreendedores diversos. O especialista em compras governamentais Rodolpho dos Anjos, responsável pelo treinamento on-line Licitante Extremo e pelo portal Siga Pregão explica que há muita falta de conhecimento e de informação sobre como funciona o processo licitatório para o governo local ou federal." A missão do profissional de compras governamentais é compartilhar as informações necessárias com a maior quantidade de pessoas para que possam aplicar em suas empresas, ainda mais nesse momento de esforço para a retomada da economia devido à pandemia", detalha o especialista.

As licitações públicas são realizadas pelo Governo Federal, estadual, prefeituras, unidades, fundações, câmaras, estatais, autarquias entre outros órgãos que prestem serviços públicos para a população ou para a união. Algumas empresas privadas também realizam licitações.

Rodolpho explica que anualmente o governo brasileiro tem um gasto superior a 100 bilhões de reais em compras, para garantir direitos básicos do cidadão, previstos por lei. Porém menos de 1% das empresas brasileiras estão aptas para realizar essa venda, ou sequer conhecem a possibilidade, e é exatamente esse acesso, essa informação que ele passa às pessoas. “Quando falamos em vender para o governo, vem automaticamente na cabeça partido político. Mas a realidade é que estamos falando em escolas, hospitais públicos, bombeiros, polícia, exército, Banco do Brasil, Caixa Econômica entre outros. Não importa quem é o governante ou o partido, existem leis, contratos e serviços que devem ser feitos através de licitações. O governo é um cliente e você pode ser o seu fornecedor”, finaliza o especialista.

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes