Ansiedade, irritação, frustração, insatisfação: se você passa ou já passou por isso, saiba que não está sozinho. Esses são alguns dos sintomas muito comuns no século XXI, que foram agravados pela pandemia. Mas, você deve estar se perguntando “o que isso tem a ver com autoconhecimento e finanças?”. A resposta é tudo! 

Falar sobre saúde mental é ponto-chave para a melhoria da sua relação com o dinheiro. No entanto, para que isso seja possível, é essencial que exista uma jornada de autoconhecimento, pois só assim você conseguirá identificar as origens ou os gatilhos dessas emoções, que no dia a dia acabam interferindo tanto na sua saúde financeira.

Ficou curioso? Então, acompanhe a leitura!

Saúde mental e finanças

A questão da saúde mental é tão séria na sociedade, que só para se ter uma ideia,  dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mostram que o Brasil é o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo também. E mesmo assim, esse problema ainda é frequentemente tratado como um tabu pela nossa sociedade.

O grande problema de um tema ser percebido pela população como tabu, é que isso impede as pessoas de obterem informação a respeito, se identificarem em situações de vulnerabilidade e o mais importante: de buscar ajuda.

A saúde mental e as finanças se cruzam, na medida que as nossas emoções impactam a forma como conduzimos os nossos gastos. Mas… como assim? 

Quando estamos vivenciando uma situação de estresse, tendemos a agir por impulso, deixando a racionalidade de lado. Dessa forma, podemos tomar decisões em relação ao nosso dinheiro que em outras condições não tomaríamos. 

Culpa, desespero, frustração, imediatismo e euforia são apenas alguns exemplos dessas emoções que, quando descontroladas, podem desbalancear a nossa saúde financeira. Sentí-las é parte da vida, mas quando esses sentimentos persistem ou você sente que não consegue mais dominá-los é importantíssimo procurar pela ajuda de um profissional que possa ajudá-lo a lidar melhor com eles.

Finanças e saúde mental

Ué… mas esse tópico já foi abordado. Na verdade “não”. É preciso entender que, da mesma forma que a nossa saúde mental pode interferir nas nossas finanças, as nossas finanças também interferem (e muito) na nossa saúde mental.

Segundo uma pesquisa conduzida pela APA (Associação de Psicologia dos Estados Unidos), o dinheiro é a principal fonte de estresse para a maioria das pessoas. 

O desânimo pela gestão financeira, a pressão pelo endividamento, a ansiedade pela aposentadoria, a angústia pelos investimentos, ou seja, os problemas financeiros, em geral, afetam negativamente a saúde como um todo, impactando profundamente a nossa saúde mental.

E assim, na mesma proporção que a nossa saúde mental pode afetar nossa saúde financeira, o contrário também é verdadeiro.

Autoconhecimento, saúde mental e finanças

Vimos aqui que, quando falamos sobre dinheiro, não podemos negligenciar a forma como as nossas emoções agem sobre ele. Por tanto, se quisermos nos relacionar melhor com a nossa vida financeira e, consequentemente, melhorar a nossa qualidade de vida, precisamos saber como administrar todas essas informações.

A chave para o sucesso nessa empreitada passa pelo autoconhecimento. Apenas conhecendo a si, você  será capaz de entender como as suas tomadas de decisões são feitas. Vale ressaltar aqui, que muitas delas são inconscientes e estão relacionadas a emoções e estímulos que recebemos de fatores externos.

A verdade é que vivemos em um mundo onde somos constantemente bombardeados por informações e estímulos, que nos levam a adotar determinados comportamentos, muitos deles voltados ao consumo irracional. 

Que atire a primeira pedra quem nunca comprou algum produto e depois não o utilizou ou se arrependeu, não é mesmo? Esse tipo de comportamento é endossado, principalmente, pela utilização das redes sociais. 

Isso porque, elas possuem um mecanismo — os famosos  algoritmos —, que de maneira resumida, identifica os seus assuntos de interesse e, a partir disso, é capaz de entregar apenas temas, produtos e serviços que você deseja, fazendo com que você viva uma bolha de informações, desconhecendo outras verdades ou se enredando em determinados objetivos.

Com muitos estímulos, emoções à flor da pele, falta de gestão financeira e pouco autoconhecimento é provável que você acabe consumindo para tentar suprir necessidades, que muitas vezes não são reais ou essenciais na sua vida. Esse ponto é importante, pois esse caminho é a entrada de muitas pessoas no ciclo do endividamento.

Sendo assim, a jornada para a saúde financeira passa pela nossa mente, através da nossa saúde mental e, fundamentalmente, do autoconhecimento.

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