Ausência de mulheres do ranking de palestrantes: por que isto ainda acontece?
Basta dar uma pesquisada na internet para comprovar a frase que está no título deste texto, pois realmente a ausência de mulheres atuando como palestrantes é um fato incontestável.
Mas por que apesar de todo o ‘empoderamento’ feminino, das tantas conquistas femininas nas mais diversas áreas, isto ainda acontece?
Uma das pesquisas mais recentes divulgada pelo Instituto Catalyst apresenta vários dados que mostram o quanto as mulheres ainda precisam continuar batalhando para conquistar espaços mais amplos em um mundo que se sempre foi competitivo, está ainda mais neste 2022, em razão da atual fase de pós-pandemia.
Segundo os dados apresentados pela instituição, em vários países desenvolvidos, por exemplo, as mulheres mesmo ocupando cargos altos, continuam ganhando 77% do valor salarial de homens que ocupam funções semelhantes.
Pois é neste cenário controverso e ainda carente de iniciativas, que a mentoria Future-se, criada pela empresária Kátia Abreu, surge como apoio para mulheres que desejam atuar como palestrantes e obter o mesmo reconhecimento que tem sido, há anos, dado aos homens. Sim, porque esta área também é majoritariamente masculina. Para se ter uma ideia, entre os 50 palestrantes mais importantes do planeta, os homens reinam de forma absoluta.
Contudo, para além das disputas de gênero, o que importa é criar espaços para que mais mulheres ocupem esta posição e este é o objetivo principal da mentoria Future-se que visa preparar mulheres para ‘o palco’ das palestras. Aliás, a hashtag utilizada para divulgação do projeto Future-se é simples e direta: #pormaismulheresnopalco.
E se você estiver se perguntando: por que a presença das mulheres no ‘mundo das palestras’ é importante, saiba que além de ser um mercado bilionário que estimula negócios e pode gerar inúmeras parcerias, a presença feminina nos palcos pode abrir caminhos para que as mulheres conquistem espaços em todas as áreas que quiserem.
Mas para ‘brilhar no palco’ das palestras, uma ‘coisa’ é certa: é preciso capacitação, segurança emocional e profissionalismo. Para que possam se equiparar aos homens, as mulheres que desejam apresentar em um palco seus projetos, ideias, iniciativas, reflexões (etc.) devem entender que a qualificação é essencial. Existe muita mulher talentosa que na hora de falar publicamente, trava, e não consegue expor suas ideias por insegurança, timidez entre outras questões específicas.
Pensando somente no Brasil, por aqui somos a maioria da população brasileira, quase 110 milhões de mulheres que já estão batalhando diariamente nos mais diversos ambientes em busca da sobrevivência digna, pois agora é o momento também de ocupar o espaço dos palcos e das palestras. Temos todos os ‘aplicativos’, mas precisamos desenvolvê-los.