Segundo levantamento do Ministério do Turismo, a festa este ano deve movimentar cerca de 46 milhões de pessoas nos tradicionais destinos carnavalescos do Brasil. Somente em São Paulo, a prefeitura estimou um público de 15 milhões de foliões curtindo o Carnaval nas ruas da cidade. Além disso, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado no dia 25 de janeiro, o setor de turismo deve movimentar mais de R$ 8,1 bilhões no País durante o período festivo.
Levando em consideração a quantidade de pessoas que vão celebrar a data, torna-se importante reforçar os cuidados com a saúde, já que além de aglomeração, a festa muitas vezes resulta em excesso de ingestão de álcool, entre outros problemas. Assim, especialistas da Medictalks , plataforma digital de acesso gratuito com conteúdos feitos por médicos, para médicos, onde profissionais de todo o país compartilham experiências reais de vida e conhecimento científico relevante e atualizado, e da Doctoralia , maior plataforma de agendamento do mundo, citam cinco pontos de atenção em relação à saúde.
Aglomerações
Segundo o Dr. Alexandre Naime, parceiro da Medictalks e Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, em aglomerações podem ocorrer facilmente a transmissão de diferentes vírus e por isso, é importante evitá-las. “O coronavírus não representa mais um enorme impacto na saúde pública, porém, este ainda circula e segue sendo muito perigoso para quem tem acima de 65 anos, imunossupressores, entre outros. Além da COVID-19, é importante ressaltar que outros vírus também podem ser transmitidos, como o da gripe e a mononucleose infecciosa, que pode ser passada por meio do beijo”, informa.
Exposição ao sol
Para a Dra. Gislaine Sales, Dermatologista e membro da Doctoralia, em caso de exposição solar não esquecer dos cuidados do protetor solar, que deve ser aplicado a cada 2 horas com FPS mínimo 30. Produtos à base de Vitamina C também ajudam nos cuidados da pele quando existe essa exposição. “Além disso, a hidratação é um ponto fundamental nesses dias, tanto oral quanto tópica, principalmente se houver ingestão de bebida alcoólica. Outro ponto importante é investir em blusas com fator de proteção solar, bonés e óculos escuros para deixar a folia mais agradável para a pele”, completa.
Álcool em excesso
De acordo com a Dra. Rosamar Rezende, parceira da Medictalks, Gastroenterologista e Hepatologista, muitas pessoas costumam ingerir bebidas alcoólicas em excesso no Carnaval, porém, isso pode trazer vários danos à saúde.
“Batimentos cardíacos acelerados, náuseas, vômito, euforia, hipoglicemia, falta de coordenação motora e sonolência são alguns dos problemas. Também é importante destacar que o consumo contínuo em excesso pode levar à pancreatite, gastrite, esofagite, sangramento digestivo, problemas hepáticos, neuropatia periférica, anemia, disfunção imunológica, osteoporose, além de ser um fator de risco para vários tipos de câncer. Por isso é fundamental beber com moderação e se hidratar durante e depois do consumo de álcool, já que este é um potente diurético, aumentando a perda de água pela urina”, explica.
Pintura do corpo e compartilhamento de maquiagem
Segundo a Dra. Gislaine, é necessário cuidado redobrado com as pinturas, já que, bactérias não usuais são transmitidas quando utilizamos produtos de outra pessoa. “Use produtos certificados e caso apareça qualquer tipo de irritação na pele, retirar imediatamente e procurar seu dermatologista”, afirma.
Doenças sexualmente transmissíveis
De acordo com o Dr. Alexandre Naime, parceiro da Medictalks e Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, é necessário que as pessoas não se esqueçam de se cuidar, já que existem diversas doenças sexualmente transmissíveis. "É fundamental usar preservativo já que há várias doenças como aids, sífilis e hepatite B e C que podem ser transmitidas por meio de atos sexuais e que se não tratadas e diagnosticadas podem levar à morte. Além destas mais popularmente conhecidas, também tem as uretrites, ou seja, infecções da uretra, que podem causar gonorreia, por exemplo”, finaliza.