Um levantamento publicado pela consultoria PageGroup apontou os cargos em alta para o ano de 2022, dentre os setores apresentados, um dos grandes destaques ficou para profissionais da área de Produto e suas vertentes, tais como Product Manager, Product Marketing e Product Owner. Só o cargo de Product Manager, por exemplo, conta com mais de 1.300 vagas abertas no Linkedin e a média salarial desse profissional flutua entre R$ 4.500 e R$ 6.300, podendo chegar até R$ 15 mil ou R$ 30 mil em cargos de liderança.
Atualmente, o Product Manager (PM) é um dos cargos mais estratégicos para as empresas, afinal, ele é o responsável por encontrar no mercado oportunidades para entregar produtos de qualidade, colocando como prioridade as necessidades do público-alvo. Além disso, o PM é uma peça de integração dentro dos times de tecnologia, fator importante para o sucesso do trabalho. Dito isso, é ele quem une tecnologia, negócios e a experiência do usuário (UX).
A combinação entre o alto número de oportunidades, boa remuneração e um setor em crescimento colocam a área de Produto como uma das mais requisitadas do mercado brasileiro, sendo alvo, inclusive, de profissionais de segmentos completamente distintos.
Este é o caso, por exemplo, de Pedro Freire. Formado em Biologia, Pedro acabou se interessando pela área após se inscrever para uma vaga de Analista de Negócio. Mesmo sem uma grande ligação teórica com o setor, o profissional acabou se apaixonando pelo segmento e hoje atua como Product Owner (PO). “Na época eu não sabia o que um PO fazia e estudei minimamente para passar pelo processo seletivo, que deu certo. Não acho estritamente necessário saber programação ou tecnologias mais atuais, mas é preciso saber se comunicar e ter interesse sobre o assunto. Com o tempo você passa a entender melhor toda a complexidade do setor. No meu caso, o tempo ainda foi responsável com que eu me apaixonasse pela área”, esclarece.
Pensando nos profissionais que desejam realizar essa mudança, a PM3, escola referência em educação de produtos digitais do Brasil, levantou três dicas indispensáveis para todos aqueles que querem ingressar nesse mercado promissor.
1) Pesquise e estude sobre as competências necessárias
Reforçando o que foi mostrado no caso de Pedro Freire, o segmento não exige uma formação acadêmica específica. No entanto, isso não quer dizer que a entrada no setor não requer conhecimento. Diante desse cenário, o que as empresas mais prezam atualmente são profissionais com soft skills bem consolidadas, tais como comunicação acolhedora, importante para fazer o gerenciamento de stakeholders; escuta apurada, super útil para realização de discovery; e liderança por influência e colaborativa, fundamental para trabalhar com times multidisciplinares como squads.
Marcell Almeida, CEO da PM3, ainda reforça a importância de entender bem sobre a profissão antes de migrar para a área. “Entenda o que o profissional faz, quais as habilidades que são necessárias, como são estruturadas as equipes de produto, ferramentas comuns, conceitos importantes etc., ou seja, entenda do que o setor se trata e o que é esperado desse profissional, seja por meio de artigos, livros, cursos, ou o que encaixar melhor para você”, avalia.
2) Networking nunca é demais
Conhecer pessoas, trocar ideias e buscar conteúdo aprofundado sobre o mercado são dicas quase clássicas quando o assunto é migrar para uma nova área de atuação. Pensando no caso da área de Produto, há muita informação de qualidade disponível online. Sendo assim, vale a pena buscar esse conhecimento, participar de eventos e absorver esse aprendizado e know how para que ele possa ser colocado em prática quando a vaga for conquistada.
“Participe de meetups, lives, eventos online e presenciais no geral para começar a conviver e conhecer pessoas da comunidade de produto, nessa troca de experiência é possível que você conheça muitas pessoas que também querem migrar de área ou que já migraram e essa troca é super valiosa”, adiciona Almeida.
3) Oportunidades para começar
O pontapé inicial de uma transição no mercado de trabalho é sempre uma parte complicada. Sem um currículo tão atraente, o interessado precisa encontrar maneiras de se aproximar desse novo alvo de formas mais estratégicas. Nesse sentido, uma dica importante é exercitar a criação de cases fictícios, que podem ser usados como portfólio profissional e vitrine para empresas e apoiar o profissional nesse primeiro momento.
Outro ponto importante é buscar aproximação com a equipe de produto (caso exista) da empresa onde a pessoa já trabalha e entender com a sua liderança se existe a possibilidade de uma migração interna de área ou, pelo menos, realizar algum tipo de iniciativa ou projeto em conjunto da equipe de produto. Essa aproximação vai ser importante para entender o cotidiano e responsabilidades desses profissionais.
“Além disso, vale a pena acompanhar vagas de nível entrante como Associate Product Manager ou Analista de Produto, que podem ser uma boa porta de entrada por terem mais chance de aceitar pessoas em transição e com menos experiência na área”, complementa o CEO da PM3.