A pandemia mudou permanentemente a relação das pessoas com o trabalho: o home office, que antes era uma tendência, tornou-se um modelo necessário em 2020 e, um ano depois, chegou o modelo híbrido. Neste ano, o trabalho será marcado por 9 tendências, segundo o Relatório de Talento 2022
elaborado por especialistas da consultoria LLYC em colaboração com a DCH, a Organização Internacional de Executivos de Capital Humano.
Entre as tendências levantadas está a crescente autonomia do colaborador em escolher o dia e a hora em que trabalha. Ao mesmo tempo, a consultoria indica ser uma tendência as companhias estimularem o tempo de desconexão de seus funcionários com objetivo de promover um ambiente que permita o desenvolvimento pessoal e mais saudável. É o que o relatório chama de ‘desconectar para conectar’, evitando a fadiga tecnológica e o burn out.
“A pandemia foi o pontapé inicial de uma profunda transformação nas relações de trabalho, provocando uma revolução na cultura e na forma de gerir talentos. Já existe um movimento de “fuga de talentos” que impulsiona mudanças necessárias, entre elas a autonomia de escolher o horário de trabalho. O real time começa a perder relevância e o anywhere office evolui para o anytime office”, afirma Naira Feldmann, Líder de Strategic Engagement da LLYC Brasil.
Veja as 9 tendências que, segundo o estudo, serão mais empregadas a partir de 2022:
1. Do formato híbrido à autonomia: Este novo modelo exigirá das empresas comunicações entre equipes e formas de trabalho muito mais assíncronas. O real time no trabalho perde relevância e se estabelecem outros modelos que priorizam o trabalho em equipe, distanciados da ditadura da reunião presencial ou online.
2. Desconectar para conectar: Após dois anos de pandemia nos quais os níveis de produtividade dos profissionais não se viram afetados, as empresas começarão a compreender que os profissionais necessitam desconectar mais para conectar melhor. A conquista do tempo será a fórmula preferida para melhorar o compromisso do talento e diferenciar-se na captação.
3. O terceiro espaço: Muitas empresas seguirão confiando no espaço de escritório tradicional durante muitos anos mais, mas não será suficiente para evitar uma transformação. Os terceiros espaços se convertem assim na grande evolução e não importa quem é o operador ou o responsável, o importante é a experiência do talento.
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4. Workcation: E se trabalhar e estar de férias fosse possível ao mesmo tempo? Não se trata de um substitutivo das férias. Seu objetivo é oferecer aos profissionais uma melhor experiência laboral, incluir o lazer no ambiente profissional, “estar de férias durante nosso tempo livre”.
5. Rituais para a “destribalização”: A conexão com a empresa em seu conjunto parece haver-se debilitado até converter as organizações em uma tribo de tribos. As empresas se enfrentarão nos próximos meses ao desafio da “destribalização”, não para romper o sentimento de pertinência, mas para elevá-lo criando novos rituais que permitam fortalecer os laços.
6. Da grande fuga à reformulação cultural: A cultura organizacional é a medicina para o desencanto do talento. Nas mãos das empresas não somente está revisar a forma que se comportam neste novo contexto, mas reformular seu posicionamento. Somente assim terão profissionais motivados e comprometidos.
7. Mentalidade pull: Os candidatos não são “buscadores” de emprego, mas que passaram a ser consumidores das diferentes ofertas que publicam as marcas. Adotar uma mentalidade pull, através do inbound recruiting, vai permitir às empresas serem mais eficazes e efetivas na hora de contratar novos profissionais e, ao mesmo tempo, serve como base para atrair, contratar e cativar os candidatos mais qualificados.
8. Você é quem sabe: As empresas demandarão mais perfis que sejam capazes de administrar e resolver um grande volume de problemas e de imprevistos para coexistir em um ambiente de mudanças constantes. Perfis com um alto nível de potencial e liderança. Para afrontar este desafio, as empresas deverão incorporar ferramentas que lhes permitam identificar o potencial, mais que enfocar-se na simples revisão de um CV.
9. Total Experience:
A experiência do cliente (CX), a experiência do empregado (EX), a experiência do usuário (UX) e a multiexperiência (MX) devem combinar-se para poder criar um ecossistema de experiência completo dentro e fora das organizações: o que está sendo chamado a Experiência Total (TX). O objetivo é melhorar desde um enfoque holístico cada uma destas quatro áreas para conseguir uma melhor experiência global e totalmente interconectada.
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