A cibersegurança é um assunto sério, um problema crescente que afeta usuários e negócios, dos pequenos aos gigantes. Ele é inerente a todos os ambientes conectados à rede - sejam eles computadores, smartphones, servidores dentro das empresas (on-premises) ou na nuvem. Como então todos, em especial as empresas, podem manter-se seguros?
São três os principais pilares da segurança para os negócios: pessoas, processos e tecnologia. “Para contemplar todas estas etapas, as pessoas precisam encarar a segurança como aspecto fundamental de sua jornada; os processos devem existir para facilitar o dia-a-dia e evitar que seja necessário lembrar de cada detalhe das tarefas; e as tecnologias, por fim, precisam ser aplicadas com precisão e sabedoria”, afirma Diego Santos, head de inovação e tecnologia da Nextios, unidade de negócios corporativos dedicada à computação em nuvem para o mercado B2B da Locaweb.
E a nuvem é mais ou menos segura que um ambiente próprio? Ela é, sem dúvida, mais segura. Os grandes provedores de cloud investem pesado nestes três pilares para oferecer o que há de melhor nesses quesitos, com uma imensa quantidade de certificações, feitas por entidades independentes, para testar e comprovar essa segurança. De acordo com Diego, “usando as tecnologias em cloud a empresa passa a ter naturalmente uma infraestrutura mais segura se comparada ao que se tem dentro de casa, com mais governança, conformidades de altíssimo nível (Enterprise Level), e muito mais investimento em pessoas altamente capacitadas e tecnologias de ponta”.
A migração para a nuvem já é algo que colabora para manter a segurança. Com ela vem, necessariamente, um estudo de processos e aplicações, o que pode ser modernizado, o que fica em casa e o que vai para a cloud. “A nuvem impulsiona o pensamento a respeito da segurança de forma natural. Para quem tem menos conhecimento sobre as tecnologias em cloud, pode parecer que uma nuvem pública, pelo nome, é menos segura, o que não é verdade. Mas, mesmo na nuvem, deve-se ter cuidado: ela em si é mais segura, mas proporciona tantas novas possibilidades que pode me tornar mais vulnerável por não ter clareza do que estou fazendo”, afirma Santos.
Além disso, os três pilares continuam válidos na nuvem. Não adianta contar com tecnologia de ponta se os processos e pessoas dentro dos negócios contratantes não estiverem preparados. Muitos diretores de tecnologia acham que terceirizaram a segurança e não precisam mais se preocupar com isso -- o que é exatamente o oposto. Para o executivo, “as empresas precisam ter clareza que continuam responsáveis pelas aplicações e seus dados. Isto posto, significa que o time de desenvolvimento precisa construir aplicações seguras, os dados precisam ser armazenados de maneira segura etc.”.
A relação entre a nuvem e segurança é semelhante a de um carro super seguro e um motorista com sono. Não adianta contar com tecnologias de última geração para evitar problemas se a pessoa (no caso da nuvem todas as pessoas) não está preparada. Se o motorista dormir ao volante, a responsabilidade do acidente é do carro ou dele mesmo? “A segurança é uma filosofia que precisa existir independente de onde se encontram as aplicações e os dados. É uma responsabilidade compartilhada top-down por todos os colaboradores da empresa”, finaliza Diego.