Natal e Ano Novo, consagradamente, são datas muito festivas e felizes. Parece que algo muda no ar…

Porém, nem todos sentem desse modo – há aqueles que, dias antes já começam a festejar; outros só nos próprios dias e, aqueles ainda, que optam em ficar mais reclusos.

Contudo, têm indivíduos que se entristecem nessas datas, não conseguem vê-las como uma celebração. A angústia e as más lembranças os entorpecem.

Pode ser pela perda de um ente querido, por não conseguirem ter a seu lado parentes, amigos ou mesmo colegas de trabalho, que pudessem de algum modo, lhes dar apoio ou mesmo por algum quadro mental. Cada um vive de maneira particular as festas de final de ano e entender isso é fundamental.

E pergunto: como fica essa situação nas Empresas?

No ano passado, não havia como pensar em comemorações, por conta da Pandemia – Covid; na atualidade ainda há algumas ressalvas, mas com algumas liberações, talvez com número menor de pessoas, em ambientes mais abertos, com anuência de uns em participar e de outros não. Mas isso faz parte do contexto atual que vivemos.

Muitos locais de trabalho também enfrentaram e enfrentam dificuldades socioeconômicas; muitos colaboradores, hoje, trabalham dentro de suas próprias casas. Alguns vão presencialmente, uma a duas vezes por semana. Portanto, novos modelos de comemorações, com certeza, serão feitos.

Talvez até virtuais em dadas situações, mostrando um “novo normal”.

Assim como os filhos estão tendo que se readequar à nova realidade escolar, com máscara, álcool gel etc., assim acontece com os pais que, na retomada gradual do trabalho, têm que fazer novas adaptações.

Claro, que tem aqueles, como policiais, profissionais da saúde, coletores de lixo etc., que nunca pararam e tiveram que aprender a se expor, independentemente da Pandemia. Talvez esses e tantos outros, sejam aqueles que mais deveriam “festejar” nesse momento, por sua bravura e heroísmo.

Muitas empresas têm o costume de fazer revezamentos nos finais de ano, algumas até preferem “emendar” do Natal ao ano novo, dando uma oportunidade única a seus colaboradores, para poderem descansar e fazer seus próprios passeios e viagens.

Em conversando com pacientes, o que observamos é que os indivíduos estão bastante parcimoniosos para as comemorações de encerramento de 2021.

Os próprios empresários estão mais cautelosos, apesar da melhora significativa nas taxas de mortalidade pela Covid.

Acredito que já fosse esperado o que chamamos de estresse pós-traumático, em face tantas perdas e insegurança desse último um ano e oito meses.

Alguns estão marcando festejos em pequenos grupos, normalmente com parceiros ligados mais diretamente ao seu departamento.

Empresas especializadas em confraternização estão se programando para reuniões em espaços mais livres, nunca excedendo determinada quantidade de pessoas. Essa cautela possibilita que os funcionários não deixem de comemorar, mas se sintam seguros para fazê-lo.

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Alguns empresários preferem apostar em dar presentes aos colaboradores e seus filhos, mas não necessariamente oferecer reuniões maiores.

Cada qual se adequará à sua realidade e do local de trabalho.

Importante é estar junto, mesmo que eventualmente à distância. Como assim?

Se a pessoa, por conta da Pandemia, se retraiu, mal colocava seu rosto exposto nas reuniões online, só falava o essencial, está na hora de tentar buscar possibilidades em saber o que está acontecendo.

Bem sabemos, que muitos indivíduos desenvolveram depressões e quadros sérios de ansiedade nesse ínterim. Muitos perderam entes queridos, ficaram muito doentes pela Covid e alguns, até sequelados. Bem sabemos que um bom empregador se preocupa com a qualidade de vida e bem-estar do funcionário.

Independentemente do que ele possa oferecer à Empresa, existe ali um ser humano que, tudo que precisa é ser visto e receber apoio. Às vezes, pode ser necessário intervenção médica e psicológica, para evitar muitos problemas futuros.

Talvez essa seja uma bela forma de se festejar – brindando a vida – se colocando no lugar do outro – sendo grato por trabalhar e ao empresário por oportunizar trabalho.

Talvez todo esse período tenha vindo para mostrar que não basta “comer e bebericar”, para se sentir feliz…

Isso serve para família, para os amigos, para o trabalho.

Algo a ser refletido, nesse final de ano.

Boas Festas e que 2022 venha permeado de saúde e prosperidade.

Maria do Carmo Tirado é Psicóloga e obstetra
Divulgação

Maria do Carmo Tirado é Psicóloga e obstetra



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