Uma das grandes apostas para a recuperação do setor varejista, a Black Friday se aproxima e a expectativa é de que 87,75% dos brasileiros façam compras na data - segundo pesquisa publicada pela Conversion. Em 2020, esse índice foi de 76,5%. O sucesso das vendas vai depender mais do que de boas ofertas. Lojistas devem preparar o negócio para a demanda e um dos requisitos importantes para a grande data é ter uma boa diversidade de formas de pagamento.

"A expectativa é atrair grandes vendas, ainda mais neste momento, em que muitos negócios estão retomando as atividades. Para atrair mais consumidores, é preciso disponibilizar diferentes meios de pagamento. Isso evita a desistência do cliente no ato da compra, facilita a conversão das vendas e a fidelização e impulsiona um bom resultado na Black Friday", comenta Anderson Locatelli, CEO da Sled, plataforma tecnológica que conecta o varejo a soluções financeiras inovadoras.

As principais formas de pagamento para a Black Friday

Em 2020, o cartão de crédito foi o meio de pagamento mais usado durante a Black Friday, com adesão de 67% dos consumidores, segundo relatório da Linux. Neste ano, o executivo prevê mudanças. "O cartão de crédito continua sendo um meio de pagamento importante, mas com a popularização do pix e algumas mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros, devemos ter uma busca maior por opções alternativas".

Locatelli lista algumas soluções de pagamento e dicas que podem ajudar os comércios a transformarem a especulação em vendas efetivas:

Pix: a instantaneidade e a praticidade do pix ganharam os brasileiros. Essa modalidade facilita o processo de pagamento e diminui o fluxo nas filas. Por enquanto a função não permite o parcelamento das compras, mas algumas mudanças podem ser convenientes para muitos consumidores.

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Cartão de crédito: o velho e conhecido cartão oferece diversos benefícios, que vão da possibilidade de parcelamento à participação em programas de vantagens, com acúmulo de pontos ou milhas. "Ainda é o principal meio de pagamento usado, portanto vale o lojista assegurar que seu comércio aceite, no mínimo, as principais bandeiras, pois assim aumenta as chances de fechar a venda. Outra boa prática é negociar condições com os fornecedores, para poder repassar essas vantagens aos clientes", orienta o CEO.

Boleto bancário: é a segunda opção preferida dos brasileiros. Para os comerciantes, as taxas são mais baixas, quando comparado com o cartão de crédito, e o recebimento do valor ocorre em menos tempo.

Outras opções: transferência bancária, cartão de débito e dinheiro ainda são meios bastante requisitados. A não adesão a essas formas de pagamento pode causar desconforto ou frustração no consumidor. No varejo digital, os e-commerces não devem se esquecer também das carteiras digitais - elas já ocupam um espaço relevante nas transações online.

Facilidades adicionais melhoram serviços

Além de oferecer diversidade nos meios de pagamento, lojistas podem investir em soluções que otimizem a operação do negócio e contribuam para uma melhor experiência do cliente. Nas lojas físicas, por exemplo, pode-se implantar uma solução de troco digital. Especialmente em datas sazonais de muito apelo comercial, como a Black Friday, a alta demanda pode comprometer o funcionamento do caixa e, consequentemente, fazer o operador interromper seu trabalho para contar dinheiro e trocar ou buscar cédulas e moedas, causando filas.

"Há soluções no mercado, como o Sled Troco, em que o operador faz o crédito do troco diretamente no CPF da pessoa física, com ou sem conta bancária e sem que precise baixar aplicativo para receber. Isso agiliza o atendimento e dispensa a necessidade de cédulas ou moedas", explica o executivo.

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