Muito mais do que o tema da moda, o que vemos é uma verdadeira avalanche de mulheres que comandam seus negócios e têm o empreendedorismo como opção de trabalho e realização pessoal. Encontramos com muita facilidade números que comprovam o que vem sendo vista como uma segunda revolução no mercado: a primeira se deu lá nos anos 70, quando as mulheres saíram de casa para conquistar seu espaço nas empresas e agora quando elas decidem abrir mão das suas carreiras para assumirem o próprio negócio.
Mas e quando falamos em mulheres que não estão na moda, sem nem, sequer terem noção desse cenário apresentado. Que não sabem o que significa a palavra empreender.
Das 22 milhões de pessoas que superaram a pobreza extrema nos últimos quatro anos, 12 milhões são do sexo feminino.
Em passagem pelo Brasil, Malala, ganhadora do Prêmio Nobel, colocou em pauta, a desigualdade entre meninos e meninas ao acesso à educação, um problema que afeta principalmente os países de baixa renda.
No Brasil, 75% das jovens que engravidam e têm filhos na adolescência, estão fora da escola.
A realidade atual, mostra que 1.3 milhão de pessoas, de 15 a 17 anos não estudam, não trabalham.
Dessas, cerca de 300 mil, não terminaram o ensino médio, a grande maioria do sexo feminino.
Por que isso acontece?
As meninas acabam abandonando escola, mesmo tendo um melhor desempenho que os meninos, por uma questão alheia a educação, ela tomam as rédeas da casa, saibam, 04 em cada 10 lares, são sustentados por mulheres, o empreendedorismo por necessidade impera e movimenta nosso pais, através dessas sobreviventes.
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Quem são essas mulheres? Quem está por traz desses números? O que as tornam diferentes?
Passar de condição de vítima à de guerreira. Não ser chamada de coitadinha, a pobrezinha ou a que se sujeita a qualquer tipo de violência.
O Instituto Êxito de Empreendedorismo, ajuda de forma contundente, para a capacitação de jovens carentes, oferecendo totalmente gratuito, cursos, workshops e treinamentos das mais diversas áreas, para alavancar a autonomia dos nossos jovens !
Trata-se de um projeto socio cultural que traz consciência e que também passa pela educação, pois o conhecimento liberta.
Desde 2014 dia 19 de novembro, comemora-se o empreendedorismo feminino, instituído pela ONU, neste mesmo dia eu estava fundando o projeto AGORA QUE SÃO ELAS, uma mera coincidência, pois esse dia foi escolhido por mim, por ser o aniversário do meu pai, foi uma homenagem a um homem que sempre me apoiou e me incentivou a ser dona do meu nariz.
Nessa trajetória, nesses últimos 07 anos alavanquei muitas mulheres e descobri que existem mulheres a sombra, vivendo a margem desse glamuroso mundo empreendedor, que quer ser vista como uma pessoa que conseguiu superar tudo, que é guerreira, que vai atrás de um lugar ao SOL, ainda que por caminhos sombrios.
Empreendedorismo feminino. Muito mais que um tema da moda .
Kátia Teixeira é criadora do Metodo MMY