O setor de Recursos Humanos é uma das principais áreas dentro de uma empresa, apesar de muitas vezes não ser reconhecida como tal. Nele, ficam reunidas tarefas de operação e controle, como processamento de folha de pagamentos e de ausência de funcionários, mas também é o RH que conduz os processos seletivos de uma empresa, identificando possíveis candidatos com potencial de alta performance, que acompanha o desenvolvimento e desempenho dos funcionários, monitora o clima e a saúde mental das equipes, entre diversas outras responsabilidades.

No entanto, o RH não está isento de falhas - ainda há muito que deve ser melhorado. O papel desse setor vai desde a contratação até a articulação de toda comunicação interna, e nesse caminho existem pontos que precisam ser desenvolvidos para aprimorar a experiência e gestão dos funcionários e candidatos.

Um deles está logo no início, na hora da condução dos processos seletivos. Atualmente, é muito comum vermos nas redes sociais pessoas insatisfeitas com a falta de devolutiva ou feedback quanto à sua participação nesses processos. Para Thaylan Toth, CEO da Mindsight, empresa especializada em soluções de tecnologia para a área de Recursos Humanos, é sempre necessário dar um retorno aos candidatos, nem que seja uma mensagem automática afirmando que ele não participará da próxima etapa ou não foi selecionado.

"Mesmo que padronizado, a maioria das empresas não fornece nenhum tipo de retorno, então garantir que todos tenham um feedback já é um ótimo começo. Em etapas iniciais de triagem, em que o processo é mais automatizado, tudo bem o retorno ser mais padronizado. No entanto, a partir de entrevistas e dinâmicas, o ideal é que o feedback seja mais personalizado, de preferência, via ligação", afirma Toth. "Se você tiver feito as etapas iniciais de triagem bem feitas, não terá tantos candidatos na etapa presencial, aumentando a eficiência e permitindo um trabalho mais próximo".

Muitas vezes é mais eficaz contratar um funcionário qualificado do que oferecer diversos treinamentos para pessoas que já estão na empresa, o que não impede que sejam feitas capacitações específicas para cada área. Por isso, é necessário investir um bom capital na área de recrutamento. "Na contratação é possível identificar os futuros talentos da sua organização logo no começo. É extremamente importante escolher o profissional certo, que demonstra tanto potencial como match com a vaga e a empresa, reforçando a cultura organizacional e diminuindo o turnover", explica Toth.

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Quanto à comunicação interna, a chave está na transparência . Criar uma centralização das informações e explicar aos funcionários como acessá-las é fundamental para um maior alinhamento e organização. Além disso, é importante lembrar que a comunicação interna deve sempre ser o mais clara e transparente possível, também reforçando que funcionários devem se sentir livres para tirarem qualquer dúvida caso precisem.

Outro ponto está na observação dos funcionários: como estão suas relações com outros profissionais, se estão animados e performando dentro do seu normal. Esses pontos são apenas alguns dos indicativos quanto à saúde mental e bem-estar psicológico de todos na empresa, fatores que devem ser prioridade. "Apesar de ainda carregarem certo estigma por parte de algumas empresas, já que é um assunto delicado que pode chegar a ser intimidador, é essencial discutir essas questões para garantir um ambiente de trabalho que seja acolhedor, empático e que realmente valorize seus funcionários.", diz Toth.

Alguns mecanismos que podem ajudar são estabelecer prioridades, como projetos de integração ou treinamentos específicos, e medir o ambiente de trabalho por meio de pesquisas de clima.

Por fim, a tecnologia tem sido uma grande aliada para a otimização dos processos em RH, porém ainda existe um certo preconceito com o método, muitas vezes por não entenderem o seu real significado, o que, consequentemente, acaba atrasando ou complicando desnecessariamente certos processos. "Precisamos entender que, mesmo se tratando de uma área com foco em pessoas, não quer dizer que a tecnologia não possa agir como uma aliada. Nossas soluções, na Mindsight, têm embasamento em metodologias e profissionais que são referência no mercado, e os resultados que vemos a partir de sua aplicação são bastante tangíveis", resume Toth.

Com uma visão estratégica baseada em dados é possível comprovar a eficácia dos recursos humanos, o que também possibilita um mapeamento da evolução da empresa e dessa área com o passar do tempo.

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