O medo é um velho conhecido nosso. Quem nunca teve medo de empreender em algo novo, finalizar um relacionamento ou mesmo dizer “não” para uma pessoa ou uma situação que incomoda?
Isso acontece porque somos seres humanos e é natural sentir medo. Porém, é fundamental que você saiba distinguir o medo real do imaginário. O medo real acontece, p.ex., quando um cachorro bravo está querendo atacar; já o imaginário é alimentado pela mente, que constrói filmes melhores que os de terror do Freddy Krueger. É incrível como esse medo imaginário vai até o futuro, encontra o pior cenário do mundo que poderia acontecer e cria uma energia que nos paralisa se não tivermos ferramentas e clareza para lidar com ele.
A palestrante e tabeliã do Segundo Cartório de Notas e Protesto de Pirassununga/SP, esclarece que o medo visa reduzir as probabilidades do seu insucesso e não paralisar você. Tudo depende da sua decisão frente a ele, se irá agir com cautela e preparação ou se vai estacionar por falta de maturidade emocional.
A autora best-seller, Andreza Carício, no seu Livro Todo Santo Dia nos dá uma grande dica para vencermos o medo, ela diz que sempre que você sentir medo uma das ferramentas que podem ser usadas ao seu favor é escrever em uma folha de papel tudo o que está sentindo em relação a ele. Assim conseguirá organizar melhor a secretária eletrônica que existe dentro de cada um de nós, que fala tão rápido e atropela os assuntos. Esclarece ela que esse pequeno exercício já trará maior segurança e clareza para agir já que permite distinguir o medo real, daquele que é imaginário.
Lógico que no início, você perceberá que olhar para o medo dói muito porque significa sair da zona de conforto, expor-se ao desconhecido.
Ela dá um exemplo da pessoa que não tem o hábito de falar em público e precisaria apresentar o TCC na faculdade, fazer uma demonstração para o meu chefe ou uma palestra para várias pessoas. Certamente isso causaria medo, porque não é algo que se faz sempre. Certamente, o cérebro logo dirá: “Cuidado! Cuidado! Perigo à frente!”
Nessa hora, a palestrante dá uma dica preciosa. Diz ela para parar e observar seu medo. Ele não existe para limitar seus atos, mas, sim, para melhor prepará-lo para a ação. Cuidado para não ser daqueles que, para não agir, usa a desculpa de ter que se preparar demais, com a bengala do “sou perfeccionista”. Essa é uma expressão bonita para dizer: “Não é que tenho medo, é que sou responsável demais para fazer de qualquer jeito!” Cuidado com as histórias que você conta a si mesmo; corre o risco de acreditar nelas e, paralisado, desistir de buscar os seus sonhos.
Sempre que o medo surge, ela ensina o leitor a fazer perguntas que libertam e ajudam a olhar de um jeito diferente para a situação.
Sugere ela que você feche os olhos e pergunte para o medo o seguinte:
“Medo, o que preciso fazer para você ir embora?
Medo, que pessoa preciso me tornar para que você possa confiar em mim?
Medo, em que preciso acreditar para que eu tenha uma fé inabalável no sucesso? Como posso ver as coisas exatamente como são, e não piores do que são?
O que preciso fazer para entrar em ação?”
Você viu?
Na vida, você cruzará com muitos que dirão que você não consegue. Mas, siga adiante e confie em você. Os críticos também disseram que Beyoncé não cantava bem, os executivos da TV demitiram a Oprah e a escola de cinema rejeitou Steven Spielberg. Thomas Edison, o inventor da lâmpada, falhou inúmeras vezes antes de obter sucesso.
Tudo isso serve para você perceber que falhar faz parte da caminhada; que a sua vontade de continuar após o fracasso tem que ser maior do que a sua vontade de vencer, porque, se você tiver somente gana de ganhar, vai desistir. A vontade que deve vibrar em cada célula do seu corpo tem que ser a de falhar e seguir em frente, custe o que custar, e não a de ganhar. A caminhada, e não a chegada, que tem que direcionar os seus passos.
A sua vontade de dar certo tem que ser maior do que o seu maior medo. Não importa quantas vezes você caiu, mas sim quantas você se levantou.
Por fim, a apresentadora de TV, canal 14 e 41, nos revela no seu livro uma grande chave para vencermos o nosso medo:
“Todo santo dia a vida lhe dá escolhas. Você, e apenas você, terá que optar entre a dor de buscar seu sonho e a dor do arrependimento por não ter “corrido atrás”. As duas situações envolvem algum grau de dor, mas só uma aproximará você dos seus ideais.
Não existe dor maior do que chegar lá na frente e se perguntar: “Será que poderia ter dado certo?”
É natural ter medo quando nos vemos diante de uma mudança de emprego, de um cara legal, de uma viagem, de ter filhos. Está tudo bem; o medo não é inimigo. Dance com ele.
Quando estou com medo, tenho uma estratégia que me aproxima da minha zona de poder e de coragem: busco formas de aumentar naturalmente meus níveis de testosterona. Faço isso praticando atividades físicas de forte impacto, que me tiram da minha zona de conforto, como uma musculação muito mais puxada ou uma corrida acelerada.
Eu sei que não é fácil. Nossa mente é treinada para ver o pior de cada situação, porque quer nos proteger. Certa vez, o físico e escritor Amit Goswami me disse que nosso cérebro tem cinco vezes mais circuitos neurais negativos do que positivos, determinados pelo nosso DNA desde os tempos das cavernas. Ainda associamos risco à perda.
Precisamos lembrar ao nosso cérebro que não há leões no nosso encalço.”
Andreza Carício é CEO da marca Todo Santo Dia