Existem dois tipos de empreendedores: os que tomam remédios e os que tomam antídotos.                 

Há de se ter coragem para optar pelos antídotos, pois eles representam uma última saída. Ao escolhê-los, não há volta. Trata-se de *queimar navios.                                                                                                                         

Não há mal nenhum em tomarmos remédios quando estamos precisando deles. O problema é que muitas pessoas os tomam para tudo e assim nem sabem mais se estão ingerindo remédios ou placebos! Mas chega de “metaforar”... Sou viciada nisso! Aff! (sorriso)     

Como mentora experiente, encontrei um padrão estabelecido para a tomada de decisão de alguns empreendedores.  

O tipo 1 – aquele que toma remédios – encara o crescimento empresarial da seguinte forma: “Dei o meu melhor.”, “Fiz o que sabia.”, “Fiz o que pude.”, “Pelo menos não desanimei.”, “Sei que dias melhores virão.”, “A oportunidade baterá à minha porta.”, “Calma! Estou construindo o caminho.” e “Acho que sonhei muito grande.”                                                         

O tipo 2 – aquele que toma antídotos – encara o crescimento da seguinte forma: “Fiz o que era necessário.”, “Arrisquei.”, “Era tudo ou nada.”, “Pedi ajuda.”, “Tive que agir rápido.”, “Criei oportunidades.”, “Investi mesmo sem ter grana.”, “Preciso fazer dias melhores acontecerem.”, “Tem um caminho todo construído, pronto para que eu possa percorrê-lo.” e “Meu sonho é muito importante para mim." 

Você viu?

Algumas pesquisas dizem que somente 3% dos empreendedores no mundo são natos, por isso vamos falar dos outros 97%. Quando faço mentoria para um empreendedor do tipo 1, entendo que minha contribuição será muito mais operacional que estratégica. Procuro entender o passado dele, perceber como ele chegou até onde está; verifico quais oportunidades ele aproveitou e quais ele nem percebeu que surgiram; busco abrir um caminho mais claro para que ele possa segui-lo. Minha meta é treiná-lo para crescer: tirá-lo da função de “fazedor” (ou como eu prefiro chamar, “pepineiro”) e levá-lo ao status de chefe ausente.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando me deparo com um empreendedor do tipo 2, entendo que meu papel é estratégico. Busco guiá-lo e fazê-lo crescer. Quero elevar seus resultados, dar-lhe mais autonomia, ajudá-lo a buscar oportunidades e clarear a sua visão! Entendo que o tipo 2 já possui capacidade de assumir riscos moderados, tem energia e comprometimento necessários para alcançar o topo da montanha. Acredito que ele possa ir além do estabelecido: tão mais além que no final saberá usufruir a conquista de ter chegado lá e apreciará ser um chefe ausente! 

Nesses meus 37 anos empreendendo, amando cada dia (Mesmo os piores que vivi.), entendi que “o poder da decisão” (nome da minha palestra master) é o principal atributo que o empreendedor tem que exercitar. Para isso, ele precisa perder o medo e a vaidade porque nem sempre decidiremos pelo certo. Muitas vezes “daremos com os burros n’água”, “levaremos a vaca pro brejo”, “engoliremos muito sapos” e, nessa hora, a gente tem que ativar o modo aprendizagem e gravar o caminho. 

Assim você fortalecerá sua intuição genética empreendedora! Você reconhecerá o gosto da derrota e, a partir daí, dará rota, um novo caminho chamado vitória! Saiba que só os grandes voam alto.  

Desejo transbordo!   

Kátia Teixeira é criadora do Metodo MMY
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Kátia Teixeira é criadora do Metodo MMY



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