Segundo levantamentos de pesquisas, mais de 80 % das pessoas no Brasil são infelizes em seus trabalhos.

Mas o que provoca essa infelicidade?

Podemos arriscar algumas respostas:

1º Porque o trabalho não gera um sentimento de UTILIDADE, para essas pessoas o trabalho não produz gozo ou realização pessoal;

2º Porque a pessoa não tem uma sensação de PERTENCIMENTO naquele ambiente;

3º Porque embora a pessoa até tenha uma sensação de UTILIDADE e PERTENCIMENTO, ela não se desempenha com a PERFORMANCE DESEJADA, não obtendo a prosperidade, o crescimento pessoal e financeiro perseguido.

Quando ocorre a ausência de qualquer um desses fatores, as pessoas tornam-se infelizes em seus ofícios.

Infelizmente, as estatísticas apontam que maior parte dos brasileiros vivem nessas condições.

No entanto, tais conclusões não são tão geniais, muito menos novidades para qualquer pessoa que se disponha a observar de forma um pouco mais atenta o ambiente e suas reações.

Sendo assim, intuitivamente, nos remetemos a outro questionamento : “qual a forma de se libertar dessas situações sabotadoras?”

Evidentemente, ninguém vive um sentimento de infelicidade e várias doenças derivadas, de forma intencional.

A principal resposta passa PELA FALTA DE AUTOCONHECIMENTO.

Nossa cultura educacional ocidental focada na objetividade até pouco tempo não costuma abordar questionamentos mais subjetivos, tais como:

- Por que eu existo?

Você viu?

- Quem sou eu?

 - Qual a minha vocação?

- Qual a minha missão?

A busca por estas respostas é que nos faz entender com muito mais propriedade sobre nosso PROPÓSITO.

Não temos a menor pretensão de responder tais questionamentos tão profundos, mas apenas sugerir alguns pontos fundamentais para que qualquer pessoa possa buscar suas próprias conclusões.

No tocante ao “Por que eu existo?”, praticamente todas as culturas religiosas e existenciais convergem sobre o fato de que todos nós temos alguma utilidade neste mundo. A partir do momento em que convergimos sobre uma UTILIDADE, a pergunta mais coerente passa a ser “PARA QUE existo?”

No mesmo sentido, se concordamos que devemos ser úteis, seria um enorme contrassenso vivermos em estado de paralisia, então, ADQUIRIMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE DEVEMOS AGIR. Além do que, particularmente, entendo que essa UTILIDADE peculiar a cada área da vida (trabalho, família, comunidade, etc), assim como a própria vida, NÃO É ESTÁTICA, nossa utilidade VARIA NA MESMA PROPORÇÃO DAS FASES DE NOSSA VIDA, considerando desde a fase intrauterina até o nosso último suspiro.

Em relação a “Quem sou eu?”, penso que não podemos ser ingênuos e nos considerarmos como uma página em branco que será escrita a partir exclusivamente de nosso nascimento, desprezando todas as NOSSAS ORIGENS. Considerando tanto nossa ancestralidade espiritual, como genética e epigenética.

Atualmente existem fortes correntes científicas que sustentam que a composição de nosso SER advém da seguinte equação:

1º - 50% deriva-se de nossos ancestrais biológicos;

2º - 25% deriva-se de uma zona multidimensional* (o que eu particularmente, chamo de Deus)

3 – 25% deriva-se de nosso meio, de forma bem ampla e abrangente (social, cultural, econômico, etc), sendo este percentual o que realmente temos a possibilidade de mudarmos a partir de nossas ações.

Se considerarmos o fato de que somente nos restou 25% das quotas da propriedade de nossa vida, penso que não devemos ser negligentes deixando de administrá-la responsavelmente. 

Neste momento não dispomos de espaço suficiente para tratarmos mais amplamente sobre reflexões mais aprofundadas sobre a administração de nossa vida.

Porém, desde já posso assegurar que qualquer ajuste destinado a corrigir as distorções que provoquem a infelicidade no trabalho necessariamente passa pela EXTREMA IMPORTÂNCIA DO AUTOCONHECIMENTO. É indispensável que nos autoconheçamos para que possamos experienciar qualquer processo de realização pessoal e profissional.

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