Esta semana saiu um artigo brilhante do amigo Fersen Lambranho “Em busca do Elon Musk brasileiro para a Amazônia”, no Estadão.
Lambranho articula sobre a necessidade de termos empreendedores visionários que possam não somente investigar as maneiras de preservar o ecossistema, mas também descobrir o potencial de negócios e inovação escondidos naquela que é uma das áreas mais importantes do planeta. A Amazônia é um tesouro escondido.
A pergunta que fica para mim é a seguinte: necessitamos mesmo encontrar um “Elon Musk” por aqui? A resposta é não.
Temos vários empreendedores em nosso país, que se hoje não estão engajados em criar comunidades interplanetárias (como o Musk faz com sua empresa Space-X ) ou em proteger o meio ambiente na produção de carros elétricos (como o Musk faz com o Tesla), possuem o talento e visão necessários para realmente criar um impacto positivo no nosso país e no mundo.
Na nossa história, antiga e mais recente, temos vários exemplos de brasileiros, que através de suas iniciativas , solucionaram problemas complexos e inovaram em diferentes áreas.
Como exemplos, não poderia deixar de citar Santos Dumont, o pai da aviação. Cito também alguns empreendedores científicos que não são tão conhecidos, mas cujo impacto foi e continua sendo enorme: Vital Brazil, que liderou no século 19 o combate à febre amarela, cólera, varíola e peste bubônica. Graziela Maciel, a “primeira dama da botânica brasileira”, que é referência internacional na área. A lista é imensa.
E se olhamos para a história mais recente, os jovens brasileiros nos enchem de orgulho. Na lista dos jovens mais inovadores do prestigioso MIT (Massachusetts Institute of Technology), a presença da camisa “verde-amarela” é uma constante. Não nos faltam talentos.
O que de fato precisamos é incentivar cada vez mais a juventude brilhante, aquela que está menos preocupada em transformar suas empresas em Unicórnio, e mais focada em inovar e buscar soluções para o país e para o mundo. Isto que eu chamo de empreendedorismo com propósito. Afinal, propósito e lucro podem caminhar juntos.
Precisamos incentivar empreendedores que abraçam causas, e trabalham incessantemente para promover mudanças positivas. Projetos para Amazônia com certeza, como o próprio Lambranho sugere. Mas também para educação, segurança, transporte.
Empreendedores podem mudar o Brasil. E empreendedorismo com propósito ainda mais. “Elon Musks” não faltam por aqui, portanto mãos à obra!
Mauro Schnaidman é conselheiro Internacional de empresas e mentor de CEO’S no mundo, reside em Nova York e Miami