É constante a curiosidade de pessoas que possuem negócios convencionais, questionando o fato de existir ou não, um caminho para que elas se tornem de fato uma startup.
Uma Startup se trata de um grupo de pessoas que se juntam para resolver uma dor, criando um negócio que pode lucrar com tal ideia, sendo repetíveis e escaláveis com base tecnológicas, tendo uma grande taxa de mortalidade por operar em constante risco, durando em média 5 anos.
Por operar em risco constante, uma Startup pode alcançar níveis exponenciais altíssimos em um curto espaço de tempo e cair em desuso na mesma velocidade, em alguns casos até sendo extinta do mercado.
Por sua vez, uma scale-up pode alcançar altos níveis mas levará mais tempo para que isso ocorra em relação a uma startup, sendo que aproximadamente 90 % dessas empresas atuam no mercado a mais de 5 anos, tendo em média 14 anos de trabalho contínuo devido ao modelo de negócios que a mesma possui, com base em conhecimento e experiência, podendo ou não possuir bases tecnológicas.
O conceito de “scale-up” surgiu após revisões na literatura acadêmica na área, sendo um termo recente, que se remete a empresas que mantem o crescimento em seu faturamento de no mínimo 20 % ao ano, mantendo tal crescimento por um longo período e sendo escalável.
Engana-se quem acredita que tal conceito é uma determinante na história de uma empresa, pois tal nível é apenas uma fase do processo de crescimento da mesma, que faz com que a mesma adentre um ambiente de mudanças e se depare constantemente com a inovação.
Um importante detalhe em tal tipo de empresa, que muito se assemelha a uma Startup é a política de retribuição que faz com que os líderes retribuam o que recebem da empresa em relação a conhecimento, dando mentorias por exemplo, contribuindo de certo modo para o crescimento exponencial da mesma.
Como em todo tipo de empresa, existem vantagens e desvantagens, o fato da mesma ser dinâmica por exemplo é um ponto que faz com que ela se mantenha de maneira firme no mercado atual envolto a incertezas e mudanças contínuas, tendo como pontos positivos maior produtividade, desenvolvendo a região economicamente, superando crises, crescendo de maneira continua e por ter base na experiência, produzindo conhecimento constante.
Tendo como pontos delicados os prejuízos por ter investimentos de alto volume, tendo que reposicionar e cuidar da imagem de maneira constante e tendo risco de falência, o que pode acontecer com qualquer outra empresa, por isso a necessidade de ser gerida com conhecimento e bases sólidas.
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Outra dúvida constante é se uma empresa tradicional pode se tornar uma scale-up, e sim, uma empresa considerada normal pode se tornar uma scale-up buscando por conteúdo que é tido como base no desenvolvimento de tal conceito, onde a validação deve ser constante e as estratégias devem ser pensadas de acordo com o mercado.
O modelo, reforça a necessidade da constante busca pelo conhecimento quando almejamos o crescimento de nossos negócios, buscando uma vertente com base em estudos e dados, fazendo com que a margem de erros sequenciais diminua, e aconteçam crescimentos exponenciais no faturamento da empresa.
Em relação a capital humano, a scale-up considera tanto quanto as startups a necessidade de valorizar tal capital, uma vez que deve ser considerado o mais relevante em todas as empresas, sendo a mola propulsora do crescimento dela.
Atualmente no Brasil, existem mais de 20 mil scale-ups e de acordo com o site da Endeavor: são 0,5% do total de empresas do país responsáveis por quase 70% dos novos empregos gerados, contratando em média 31,3 funcionários por ano, sendo a média das empresas normais de 0,34%.
Vale destacar que tal grupo de empresas, não são apenas empresas gigantescas e sim, pequenas e médias empresas, em torno de 92% delas, considerando as particularidades que devem ser consideras para que se encaixe no perfil.
Algumas ficam em cidades não tão grandes, com menos de 500 mil habitantes, contribuindo para o crescimento econômico da região em que inicia suas operações.
As Scale-ups carregam consigo a receita do sucesso: capital humano e conteúdo, detalhes atrelados a experiência, tida como “fermento” para que tais empresas cresçam e se consolidem no mercado atual.
Fernando Seabra é Mentor do Planeta Startup, Diretor FIESP - Startup Ecosystem – e especialista em Desenvolvimento Humano e Liderança.