Se você está no mundo dos negócios, inclusive no ecossistema das Startups já ouviu falar de Nova Economia ou até mesmo leu algum livro que tentava desmistificar o conceito como salvador e o portal principal para o mundo da inovação, sendo que a única forma de escalar seu negócio e compreendendo de fato do que a mesma se trata.

Já a algum tempo, venho questionando se de fato podemos chamar nosso momento econômico atual de “Nova Economia”, buscando compreender as definições dela, uma vez que em um mundo “Vuca” acompanhamos as mudanças constantes, inclusive nas adequações necessárias nas novas formas de fazer negócios.

Tal conceito passou a ser construído a partir da “Bolha da Internet”, que ocorreu entre 1994 e 2000, com a alta nas ações das empresas de tecnologia da informação e comunicação, as chamadas TIC´s, baseadas na Internet, dando espaço para que tivesse início a transformação digital.

Quando falamos em Nova Economia, uma das premissas é compreender que o foco deixa de estar centralizado na indústria e seus processos, e passa a ter como foco principal os serviços e seus usuários, em que o principal ponto de atenção, volta-se para a experiência do usuário ou o que chamamos de UX.

Em tal ponto, podemos compreender o fato de que o que existe não é de fato uma economia nova e sim, uma nova forma de fazer negócios, um formato em que o produto em si não é mais vendido sem oferecer junto dele, uma experiencia para o usuário, ficando nítido que não possuímos mais a necessidade de possuir bens e sim, de possuir acessos, como no caso do Uber em que buscamos o serviço sem a necessidade da aquisição da ferramenta principal.

Estamos na 4ª Revolução Industrial, que deve ser chamada de Economia Digital, uma vez que tem como base a tecnologia, tendo como marco a passagem do analógico para o digital.

Aos poucos o processo vem se efetivando nas organizações, tendo a tecnologia enquanto aliada para garantir melhores resultados, sendo que de acordo com a Sirius Decisions:  

“67% da jornada do comprador agora é feita digitalmente. Isso significa que sua estratégia digital é mais importante do que nunca.”

A Economia digital tem em seu entorno as seguintes premissas:

  • CENTRALIZAÇÃO DO USUÁRIO – Em tal ponto, devemos considerar a experiencia que devemos proporcionar ao mesmo, sua retenção para gerar fidelização e recorrência, com base em sua satisfação.
  • CRESCIMENTO – Devem ocorrer o Crescimento da receita, o surgimento de novas fontes de receita, gerando um maior alcance digital e tendo uma diferenciação competitiva relevante.
  • EFICIÊNCIA OPERACIONAL – Com base no capital humano, tal requisito compreende processos desenvolvidos por pessoas, tendo também ligação com o investimento em inovação dentre outros recursos.
  • AGILIDADE EMPRESARIAL – Consiste em ter base em tempo de qualidade para a tomada de decisões e a velocidade dos processos em relação ao mercado.

A Economia Digital traz consigo a disrupção elucidada por Peter Diamandis, trabalhando os 6D´s que compõe o case da Kodak em que seguindo os termos: Digitalização, Decepção, Disrupção, Desmonetização, Desmaterialização e Democratização, trajeto que ocorreu com a Kodak, levando a empresa a decadência simplesmente pelo lapso de não voltar os olhos para a inovação.

Segundo a Dell: “15% das organizações globais estão atrasadas, 32% só acompanham a marca e 34% estão avaliando a transformação digital.”

Percebemos que mais importante que compreender um simples conceito, tentando dar nome a um momento que antecede com toda certeza um outro modo de fazer negócios, é ter foco no desenvolvimento da inovação, buscando priorizar o desenvolvimento pleno do capital humano, dando sentido a atuações significativas para que seu negócio se torne exponencial e alcance patamares mais altos.

Vale ressaltar que a Inovação não é apenas abraçar novos formatos de escritórios, inovar vai muito além de colorir as empresas tradicionais, está em buscar soluções rápidas que possam sanar de maneira eficaz dores que o mercado possui, dando ênfase a ação e não apenas ao planejamento que pode ficar esquecido.

“Tenho ficado impressionado com a urgência do fazer. Saber não é mais o suficiente, devemos aplicar. Estar disposto não é o suficiente, devemos fazer.”- Leonardo Da Vinci

Somente desse mondo, com foco em ações conseguiremos alcançar em nossos negócios patamares exponenciais, em constante crescimento e assim, modificar a sociedade de um modo através de nossas iniciativas, para criar uma economia que independente do nome, mova cada vez mais pessoas.

Fernando Seabra
Arquivo pessoal

Fernando Seabra é Mentor do Planeta Startup, Diretor FIESP - Startup Ecosystem – e especialista em Desenvolvimento Humano e Liderança.



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