Sabemos que nossa economia está em constante mudança, tal mudança não ocorre em um ou outro país, participamos de uma expansão e criação de novos conceitos de maneira global.

Em tal contexto, o que aprendemos com frequência são novos termos que se referem a uma nova maneira de fazer negócios e devido a globalização traz termos técnicos em outros idiomas.

Quem nunca participou de um evento em que aprendeu um termo novo ou até mesmo ouviu ou leu algo novo, não é?

Pensando nisso, elenquei alguns termos, talvez os mais utilizados em nosso universo das startups, conceitos que surgem e que todo empreendedor precisa compreender para conviver e contribuir para o ecossistema, gerando maiores conexões.

Antes de mais nada precisamos compreender a definição de Startup, que consiste em uma empresa que possui as seguintes características: trata-se de um negócio imprevisível, que opera em ambiente de extrema incerteza, tendo base tecnológica e seja repetível e escalável.

O Modelo de Negócio é a estruturação dos principais elementos que explicam o funcionamento do negócio, apresentando informações relacionadas aos principais elementos que explicam o funcionamento de um negócio, trazendo informações relacionadas a clientes, custos, fontes de receita, atividades principais. É com ele que você consegue criar um bom Plano de Negócio (Business Plan).

O Plano de Negócios por sua vez, traz pontos essenciais que devem ser levados em consideração, sendo eles:

1. Sumário Executivo: nele você deve apresentar um breve resumo, uma pequena introdução do que será visto nas sessões do seu plano. O objetivo é "cativar" e convencer o leitor sobre a viabilidade do seu negócio! Capriche, pois pode determinar a virada de página para conhecer o que você idealiza!

2. História da Empresa/Projeto/Negócio: conte de maneira simplificada como surgiu a ideia, se possível norteando passos para entendimento da dor que você identificou e como ela se resolve. Relate com verdade e empatia qual foi o "gatilho" ou "insight"que te despertou para essa oportunidade!

Você viu?

3.O Produto/Serviço | O que, por que, como, quando, onde seu produto ou serviço se aplica? Que solução ele traz, como acontece? Apresente de maneira palpável e clara o recurso. Você viveu pele a dor que pretende resolver?

4. Concorrência | Quem são seus concorrentes diretos e indiretos? Por mais"inovadora" que seja uma ideia, não se engane: investigue e analise o mercado em que pretende atuar. Entender e conhecer a concorrência ajuda a lidar com inteligência no momento de se posicionar!

5. Marketing | "Quem não é visto, não é lembrado", já ouviu falar? Em tempos onde a informação é disparada por todos os cantos e permeia toda camada digital que conhecemos é FUNDAMENTAL prever e estruturar neste plano o investimento em marketing.

6. Operação | Quem é seu time, quem orquestra o que você apresenta no plano de negócio? Quem faz acontecer: mostre quem são as pessoas executoras das ações planejadas. O time!

7. Resultados históricos (quando disponíveis) e Projeções Financeiras: é essencial que você apresente a visão geral do plano, sua aplicação, seus prazos e objetivos. Em outras palavras, as projeções financeiras são elaboradas com todas as estimativas de vendas da empresa, todos os custos de produção, distribuição, logística e despesas comerciais e administrativas em um resumo de tipo financeiro. Quando houver a necessidade de recursos financeiros externos (buscando financiamento por exemplo, é importante incluir em suas projeções um resumo desde a utilização até a liquidação dos recursos) Entender a capacidade de pagamento e geração de valor do negócio é essencial para potenciais investidores.

  • Bootstrapping | Aquele onde o próprio empreendedor financia o projeto sem intermediação de capital externo. A única entrada sem ser a do próprio empreendedor é a dos primeiros clientes. Desafiador e valente ( exige cuidado e controle financeiro rigoroso para não ter eventuais prejuízos de ordem pessoal ) a saúde financeira precisa ser bem cuidado para que você consiga ter tempo e serenidade para pensar no próprio negócio! Esta é a realidade da grande maioria dos empreendedores.
  • Investidor Anjo | Normalmente uma pessoa física, empresários(as), executivos(as) ou profissionais liberais ( uma pequena parcela, que são pessoas jurídicas ) que possuem uma visão ampla dos negócios, e enxergam oportunidades de investimento ( sendo inclusive uma forma "diferente" de investimento em patrimônio ) Vale ressaltar: o risco é alto (extremamente vulnerável ) por isso é recomendado que seja destinada uma pequena parcela de recursos para esse investimento anjo.
  • Investimento Seed | "Semente" em português, é o 2º nível na escala de investimentos, acima do investidor anjo, com valores entre 500 mil a 2 milhões. Comparado ao investidor anjo, o seed capital é um risco maior, por conta de serem valores significativamente maiores de investimento.
  • Venture Capital | Trata-se da 3ª camada na escala de investimento, a faixa é de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões de reais. São empresas que faturam na ordem de milhões! Venture Capital pode ser realizado por empresas de participações, fundos de investimentos ou até pessoas físicas. O foco do investidor é estimular o crescimento e direcionar a empresa para um novo patamar de vendas, fusão, expansão, abertura de capital ou até uma operação que necessite de um aporte considerável de recursos. Diferente do investidor anjo, que investe em startups e empresas que estão nascendo, o Venture Capital, é o fundo que investe em empresas maiores que já estão posicionadas e maduras e necessitam dos recursos para implementar estratégias de crescimento, acelerando suas operações.
  • Private Equity | Quando um fundo reúne recursos para investir em empresas consolidadas. O foco é o retorno financeiro a médio ou longo prazo, com a venda.De modo geral esses fundos são formados por empresários com recursos próprios, investidores internacionais e até agências de desenvolvimento e fomento.
  • IPO é a sigla em inglês para Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial em português. Uma oferta pública inicial de ações é o momento em que a empresa abre seu capital e passa a ser listada na Bolsa de Valores. Caso a demanda seja superior à oferta, haverá um rateio da quantidade de ações que cada participante do IPO irá receber.
  • Burn Rate | É um sinônimo de fluxo de #caixanegativo. É uma conta que apresenta a velocidade que uma empresa “queima” seus recursos financeiros. O termômetro que vai sinalizar a necessidade de reavaliar gastos, investimentos em recursos.
  • Buy back | É quando uma empresa e recomprada pelo fundador. Um exemplo que você deve conhecer: a WiseUp criada pelo Flavio Augusto ( fundador do Meu.Sucesso e Geração de Valor ) foi vendida para o Grupo Abril e recomprada 2 anos depois pela metade do valor de venda.
  • Cap table | A cap table nada mais é que uma tabela onde são descritos os acionistas de uma empresa. Ela precisa detalhar de modo preciso a participação real de cada um deles na sociedade. Em suma, uma cap table precisa responder duas perguntas com precisão: quem tem e o que tem dentro da sociedade.
  • Capital Social | O que é? É o poder financeiro de uma empresa, o montante investido pelos sócios quando o negócio ainda estava no início de suas atividades.
  • Incubadora | Projeto ou uma empresa que tem como objetivo criação ou o desenvolvimento de pequenas empresas ou microempresas, apoiando-as nas primeiras etapas de suas vidas.
  • Aceleradora | Como diz o nome, uma aceleradora tem o objetivo de acelerar o crescimento de uma startup. Geralmente ela se torna sócia minoritária da startup e realiza um “investimento semente” (ou "seed") ou ajuda de custo.
  • Aporte | Um outra forma de falar sobre um investimento/aplicação feito na empresa/startup.
  • MVP | No universo das startups, um minimo produto viável a versão mais simples de um produto/serviço que pode ser lançada com uma quantidade mínima de esforço e desenvolvimento. Em próximos artigos posso descrever em etapas como evoluir na criação de um MVP.
  • Pivotar | Quando você está ali conduzindo os negócios e de repente se dá conta que precisa mudar o plano de negócios depois de ter testado uma estratégia e não ter obtido os resultados esperados. Pivotar derivado do inglês "to pivot" (“mudar” ou “girar”) e designa uma mudança radical no rumo do negócio.
  • Pitch | Um #pitch nada mais é do que uma maneira especial de contar histórias. É comum explicar tecnicamente sobre nossos negócios e não saber contar em forma de storytelling. Nesse "trajeto" é importante ter claro alguns pontos essenciais ( que possíveis investidores observaram para tomarem suas decisões sobre investir em seu negócio ) sendo alguns: problema, solução, mercado, modelo de negócio, concorrência, tração, marketing e vendas, roadmap futuro, financeiro, time... Daria um outro artigo compilando ESTILOS de Pitch e premissas! Gostaria de ler? Marca nos comentários! 

Que lista, não é mesmo?

A medida que fui listando as palavras-chave e descrevendo afim de FACILITAR o entendimento de todos sobre esses termos me dei conta de QUÃO DIVERSA são as formas de nos comunicarmos, conversarmos e apresentarmos nossos negócios, nossas startups e principalmente quão desafiador é entender POR ONDE COMEÇAR.

Entender o SIGNIFICADO dos termos, palavras nos contextos de criação de negócio, relacionamento com possíveis investidores e o ecossistema de startups, inovação, transformação digital e de negócios é ESSENCIAL para preparar e organizar suas apresentações seja no Business Plan ou no pitch!

Fernando Seabra
Arquivo pessoal

Fernando Seabra é Mentor do Planeta Startup, Diretor FIESP - Startup Ecosystem – e especialista em Desenvolvimento Humano e Liderança.



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