As startups mais famosas do mercado hoje são as consideradas “unicórnios”, que possuem avaliação de preço de mercado acima de 1 bilhão de dólares. Elas têm o objetivo de crescimento rápido, agressivo e para alcançar esses objetivos, na maioria das vezes são utilizados capital de risco.
De outro lado, quem vem ganhando cada vez mais espaço são as startups “camelos”. A metáfora vem por conta dos camelos serem adaptáveis a vários climas, sobrevivem sem comida e água por meses e serem capazes de correr rapidamente. Em resumo, as startups camelos são resilientes, capazes de desenvolver um negócio, criar produtos e se estruturar de forma sólida.
Dito isso, vale lembrar também que o mercado de inovação sempre foi de risco, ainda mais em um país como o Brasil, cheio de burocracia e onde a taxa de mortalidade das empresas é grande. Isso tudo se agrava em um cenário de crise mundial como o que estamos vivendo. Ou seja, os investidores estão mais cautelosos e buscam por empresas mais adaptáveis a mudança.
E é aí que nós, das startups camelos, entramos e ganhamos ainda mais força. E aqui eu disse “nós”, pois incluo o Amigo Edu nesse nicho. Com pouco tempo de vida, já tivemos que nos reinventar e criar soluções em tempo recorde para atender as necessidades do mercado. No meio dessa crise toda, tivemos um de nossos melhores meses em termos de vendas. E isso tudo só foi possível por conta da empresa já ter nascido com uma visão aberta para as nuances do mercado. Ser uma startup camelo é mais do que um termo, é uma cultura organizacional, que é passada para os colaboradores no nosso dia a dia e assim nos faz quebrarmos paradigmas a cada trabalho.
E você, faz parte de uma startup? Como ela se encaixa nesse cenário: unicórnio ou camelo? E quais ações podem servir de inspiração neste momento? No próximo artigo vou me aprofundar nesses negócios que, para o Amigo Edu, viraram oportunidades perante uma crise.
Beto Dantas é CEO Amigo Edu e Conta