Esse novo tempo, em seus primeiros meses, foi avassalador. Às escolas, imenso susto - a necessidade de arquivar aulas à moda antiga, em adesão às soluções digitais. Embora essa transformação fosse iminente, a forma abrupta como tudo ocorreu não deu chance de reação para algumas pequenas instituições. Chamo de primeira onda o desafio lançado aos educadores de produzir e adaptar conteúdos às ferramentas de comunicação remota. Resta claro não ser suficiente saber usar Teams, Webex, Google Meet, dentre outras soluções. Urge uma nova consciência educacional, que dará à luz o professor do fututo e a aprendizagem mediada por tecnologia, com predominância de apresentações síncronas, interativas. O EaD de ontem, também já era.
Nessa trilogia, a segunda onda entra em cena ainda com os seus protagonistas sem fôlego. Como a pororoca amazônica, vem a urgência de medirmos o nível de aprendizagem de nossos estudantes e educadores. Novamente, não se trata apenas de instrumentos para aferir resultados de atividades pedagógicas, pois passaremos a aprender cada vez mais em conjunto, sendo extinta a figura do professor todo poderoso e transferidor de conteúdo. Nessa nova comunidade de aprendizagem, somos todos estudantes.
Sem nos dar muito tempo para respirar, vem aí a terceira onda na educação: O retorno às aulas presenciais. Como num filme, bem ao estilo “De volta para o futuro”, veremos aparatos e hábitos pouco comuns, no passado recente: Máscaras, face shields, luvas, distanciamento dos colegas, termômetros infravermelhos, salas de isolamento, abraço proibido.
Precisamos preparar nossos filhos para esse justo combate. Dessa forma, ao deixá-los na escola, a sensação de tranquilidade e esperença será mútua. Referindo-me especialmente às instituições de ensino privado, em regra, espera-se boa estrutura para garantir a segurança de todos os envolvidos e efetiva readaptação das metodologias de ensino, com destaque à orientação emocional aos estudantes e colaboradores.
Temos muitas reflexões que precisam ser constantemente compartilhadas entre educadores e família. A socialização, entre nós, não pode ser ameaçada. Além disso, nas salas de aula, podemos contar com um apoio qualificado no combate à Covid-19 e suas consequências, pois não haverá arma mais efetiva que o conhecimento. Desenharemos novas formas de interação, compartilhando os saberes em multitarefas para, em breve, podermos dizer: Escola reinventada com sucesso.
Se você tiver alguma dúvida ou sugestão de tema, pode me mandar no e-mail: [email protected] .
Rony Siqueira é Professor, Presidente do Instituto Educações e Sócio Conselheiro do Instituto Êxito de Empreendedorismo