Neste novo mundo globalizado e pós covid-19, precisamos pensar diferente para a ideia tradicional de emprego. Essa ideia de procurar emprego para ter remuneração e sucesso profissional foi alimentada pelas pessoas que não encontraram outras perspectivas profissionais.
O fato é que os tempos atuais são mais exigentes, mas oferecem muito mais oportunidades.
Você já parou para pensar que existem outros caminhos para alcançar o sucesso profissional? E que se tornar empregado é uma opção, mas não a única existente? E que existe a possibilidade de ser um empreendedor e seguir o próprio caminho? Mesmo arriscado e incerto, e até com algumas há frustrações, mas certamente é bem mais estimulante e prazeroso.
O desejo de ter um negócio próprio e ser o chefe da sua empresa é o que mais motiva os brasileiros a serem empreendedores, no entanto, essa alternativa ao desemprego é a razão menos favorável. Pesquisas recentes mostram que no Brasil, 85% tem visão positiva ao empreendedorismo, pois mais de 50% da população diz imaginar abrindo seu próprio negócio.
O sociólogo italiano Domenico de Masi, autor do livro “O Ócio Criativo”, diz que “o futuro pertence a quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação e for capaz de apostar numa mistura de atividades onde o trabalho se confundirá com o tempo livre e o estudo, exercitando o ócio criativo”.
Domenico de Masi diz ainda algo muito interessante, ao falar sobre a relação do trabalho e a felicidade, destacando que “a felicidade começa no trabalho, mas não como felicidade, como dever, que é uma coisa diferente da felicidade. O trabalho é um dever, não é felicidade. A felicidade é o fruto do trabalho. O dever trabalhar significa a decisão de você buscar a felicidade, se esforçar por isso, para colher o fruto do trabalho e ser feliz com o que produziu e alcançou, porque não se ganha somente dinheiro e bens com o trabalho, mas também novos relacionamentos, amigos etc. E mais satisfação ainda o trabalho propicia, quando se é feito com excelência. Não é fácil, realmente, chegar lá, porque exige um aperfeiçoamento constante, experiência, acúmulo de conhecimento, inclusive prático, etc. Mas é muito gratificante quando as pessoas percebem que o seu trabalho é excelente (isto é, chegou a esse nível) e passam então a admirar quem é capaz de boas realizações. As pessoas esperam isso, bons produtos, um trabalho bem feito, pessoas dedicadas que oferecem o melhor de si para produzirem algo de bom. Não se trata simplesmente de trabalhar por ter que fazer isso ou aquilo por mera obrigação. Mas encontrar no trabalho o entusiasmo que permita alcançara felicidade de si próprio e dos demais.
Explica ainda Domenico Di Masi que “a perspectiva industrial é que a felicidade era resultado do trabalho, mas diferente dele. Já na sociedade pós-industrial, este tipo de ideia está fadada a mudar”, trazendo com isso “a perspectiva conjunta de trabalho e felicidade.” E acrescenta “que as grandes ideias não são produzidas nas grandes empresas, mas especialmente fora delas, e cita o Facebook como exemplo, que surge dentro da Universidade, e não dentro de uma empresa.”
Atualmente, em busca de satisfação pessoal, muitas pessoas mantém uma atividade econômica paralela ao emprego convencional de carteira assinada e, cada vez mais frequentemente, elas sonham em deixar o posto de funcionário assalariado para se transformar em um autônomo ou dono do próprio negócio. O problema é que na maioria das vezes, o sonho não é colocado em prática. Mas qual é o segredo para transformar o plano B em plano A?
Considero 3 pilares fundamentais que impedem as pessoas de tornar o sonho realidade, são eles:
Ter coragem para tomar a decisão.
Um dos fatores determinantes para transformar o seu plano B em plano A é a coragem de mudar. Geralmente as pessoas não conseguem sair da zona de conforto e deixam de se arriscar por medo. A falsa segurança de um emprego de carteira assinada convence muita gente a deixar o sonho de lado. Para não se render ao medo, liste os pontos positivos e negativos do plano A e do plano B para conferir de forma mais clara todas as vantagens e desvantagens que essa mudança causará em sua vida. É preciso avaliar com cuidado o impacto que a ausência do emprego de carteira assinada gerará no seu orçamento, mas é essencial levar em consideração também a sensação de realização e a felicidade que sentirá em fazer o que você realmente gosta.
Fazer o planejamento
Antes de tomar qualquer tipo de atitude, é preciso se planejar. Montar um plano de negócio que estabeleça metas e objetivos, fazer o orçamento inicial de investimento, budget necessário para manter o negócio mês a mês, projeção de gastos e de lucro, entre outros aspectos que diminuirão riscos de fracasso e deixarão o sonho mais próximo da realidade. Pesquise também sobre a concorrência e estude o que fazer para superá-la.
Buscar especialização
Buscar por conhecimento é essencial para alcançar o sucesso. Não adianta mergulhar com tudo em um projeto sem conhecer a fundo o negócio. Busque cursos que te ofereçam formação, não só na atividade fim, mas em áreas que te fortalecerão como empreendedor, por exemplo, vendas, marketing, financeiro. Quanto mais conhecimento, menor a chance de erro.
Então? Vamos empreender e dar adeus ao crachá?
Palestrante e consultor empresarial, autor do Best Seller “Relacionamento, Influência e Negócios”.