O sucesso de uma empresa está diretamente associado ao comportamento corporativo predominante. Isso quer dizer que a maneira como a alta administração avalia, planeja, decide, comunica e conduz a execução são os fatores determinantes do sucesso ou do fracasso de um empreendimento. As atitudes certas têm a capacidade de construir a credibilidade, captar os recursos, gerar bons negócios, alinhar esforços e propósitos, além de criar a sinergia necessária. Por outro lado, comportamentos equivocados, podem prejudicar a companhia e, a médio e longo prazo, sentenciarem sua liquidação.

Se sua empresa foi vitimada por uma crise e se a performance financeira demanda ações corretivas de curto prazo, por isso criei esse manual, Supere a Crise, com 08 valiosas estratégias que podem lhe ajudar a sair desta situação o mais rápido possível, por meio da adoção de comportamentos que facilitarão a criação de um ambiente favorável às mudanças.

Lembrando que quanto maior o seu poder de adaptação ao novo e de flexibilização às novas necessidades, maior seu poder de superar a crise e seguir em frente.

01 – Admita a existência da crise:  nossa experiência mostra que quando a crise chega, ela vem com uma força própria, independente, astuta e atua expondo as vulnerabilidades da companhia e dos seus principais gestores. Sim, ela é cruel neste sentido e não deve ser subestimada. É verdade que não é inteligente comunicar algo desta natureza sem critério algum. É preciso planejamento. Sem isso, clientes, fornecedores, funcionários, bancos e outros stakeholders podem não entender o que está se passando com a empresa, assustarem-se e, pelo instinto de autoproteção, interromperem as relações bruscamente, piorando as coisas.

Contudo, quanto mais tempo a alta administração se esforçar para esconder ou negar, menor será a liquidez, maior o endividamento, o desgaste e também o atraso para o início das mudanças. Se o caixa começou a ficar sufocado, se o endividamento cresceu demais, se um cliente importante foi perdido, se um fornecedor estratégico cortou o suporte, se um investimento não deu o retorno esperado ou se algum outro evento estranho e repentino ocorreu, talvez seja hora de consentir que a situação fugiu do controle. Crises fazem parte do ciclo natural dos negócios e não há nada de errado ou de vergonhoso em externalizar que é necessário corrigir a rota. Quanto mais cedo melhor e esse será o primeiro passo para início da estabilização da situação, aumentando as chances de sucesso.

02 – Evite investir muito tempo justificando as práticas, os erros ou buscando culpados:  Uma vez que a situação foi admitida é preciso concentrar o esforço reflexivo e a inteligência para planejar e executar ações que reverterão a tendência e construirão um futuro diferente. O resgate histórico tem seu valor e não pode ser desconsiderado, mas quem só olha para trás, para o que fez ou deixou de fazer e nisso concentra seu pensamento, inevitavelmente terá um belo passado pela frente.

Arrependimento, lamúria, localização e identificação de culpados não resolvem. O banco, o fornecedor, o cliente, o funcionário, o concorrente, o governo, “os chineses”, o câmbio, etc., podem ter contribuído em alguma medida para a construção das dificuldades atuais, mas responsabilizá-los não trará solução a curto prazo.

03 – Livre-se do espírito de abatimento:  Como já foi dito, crise é sinônimo de desequilíbrio. Ela tem o poder de confundir, frustrar, abalar todos os envolvidos. Não é fácil aceitar, digerir, tampouco superar os tropeços. Ocorre que enquanto a instabilidade predominar será difícil avançar. Se existiram conflitos graves entre os sócios, suas famílias, entre os departamentos, funcionários, encaminhe as tratativas apropriadas para que as “arestas” sejam aparadas. Mesmo em um ambiente tumultuado, um espírito pragmático, otimista, equilibrado precisa nascer.

04 – Coloque o negócio em primeiro plano:  Priorizar o negócio em detrimento dos interesses ou vaidades pessoais aumenta as chances de recuperação. Isso não é algo fácil, mas é necessário. Crise é sinônimo de caixa pressionado, com fluxo deficitário e/ou desajustado, logo, ele precisa voltar a ser tratado com respeito e zelo. Comprar um carro importado, trocar de lancha, fazer uma viagem internacional, comprar apartamento, reformar a casa de campo, viajar para Las Vegas ou ir para o carnaval carioca são exemplos de práticas desaconselháveis por não transmitirem uma mensagem compatível com o momento.

Claro que qualquer privação desta natureza não precisa ser eterna, mas enquanto a reestruturação estiver em curso, a moderação será uma grande aliada.

05 – Revisite seu planejamento estratégico e elabore um bom plano de reestruturação:  É necessário e oportuno fazer os seguintes questionamentos: Podemos voltar a vencer neste negócio? Vale a pena o esforço para consertar as coisas por aqui? Se a resposta for sim (e normalmente é), será necessário reavaliar criticamente a identidade da companhia, seus objetivos e metas, mapear seus pontos fortes e fracos (olhar para dentro), as ameaças e oportunidades (olhar para fora). Verifique e se preciso ajuste o foco estratégico por meio da revisão das diretrizes (missão, visão, dos valores, políticas) e em seguida, planeje em detalhes as medidas emergenciais para superação dos problemas. Este conjunto de definições irão orientar os comportamentos das pessoas durante o período de travessia.

06 – Adéque o seu perfil para esta nova fase do negócio:  A realidade agora é outra. Seu perfil de gestor terá de mudar de gestor tradicional para gestor de recuperação. Enquanto o gestor tradicional é um navegador mais tranquilo, bom em águas calmas, que trabalha bem na existência abundante de recursos, gosta de investir, atua voltado para o crescimento do faturamento, monitora o negócio apenas no nível macro e não gosta muito de pressão, o gestor de recuperação precisa ser especialista em navegação durante tempestades. Sua meta principal é fazer a companhia sobreviver (atravessar) esse momento turbulento. É o guardião do caixa, tem senso de urgência, orienta-se mais para o resultado, monitora os indicadores no detalhe, atua para melhoria das margens, cortando custos e despesas, fechando os ralos de recursos, melhorando a experiência do cliente, atuando como agente das mudanças.

07 – Cuide e se envolva com a execução:  Se um bom plano foi feito, se ele tem premissas incríveis, se as medidas emergenciais foram adequadamente traçadas, se elas atacam as verdadeiras causas dos problemas (não somente os sintomas), se o foco foi ajustado, se for consenso que o negócio vale a pena, se a lucratividade pode ser recuperada, é chegada a hora de colocar tudo em prática. Tenho dito incessantemente que, diferente do que muitos empresários pensam, em processos de reestruturação não existe mágica. Os resultados só se materializam por meio de trabalho duro. A melhoria deve ser focada nos processos críticos (chave) da operação. Não dá para sentar e assistir de camarote. É preciso arregaçar as mangas. Desdobre as metas globais (coletivas) para o 2º e 3º escalões, crie planos de ações para todas as áreas, adote uma rotina de gestão baseada no método gerencial (PDCA) que permita que a companhia utilize bem os seus recursos. Omissão e procrastinação e não podem ter espaço na agenda nesta fase de mudanças (turnaround).

Remova todos os obstáculos a boa execução. Leve todos os envolvidos a canalizar seus esforços nas alavancas da recuperação que são: a) elevar as receitas; b) reduzir custos e despesas; c) reduzir/melhorar o ciclo financeiro. Enquanto a restruturação estiver em curso, entenda que é preciso evitar novos investimentos, buscando o lucro por meio dos ativos já disponíveis. É inteligente conter um pouco o ímpeto empreendedor no sentido de evitar dispersão, mantendo o foco no caixa, pois os recursos agora são escassos.

Frequentemente nos deparamos com situações onde a alta administração está preocupada com assuntos difusos, completamente desconectados do negócio. Em casos mais extremos, isso pode condenar o projeto de reestruturação. Apoie as iniciativas evitando ingerências, demonstre interesse, engajamento, entrosamento e sintonia entre o discurso e a prática. É necessário também comunicar-se mais e com melhor qualidade. Busque ter uma maior disciplina para as reuniões. Elas não são um meio eficaz para alinhar as equipes, direcionar os esforços, resolver e evitar problemas, atrasos, esquecimentos, desculpas. É local de cobrança, mas também de reconhecimento, comemoração, de elogio e encorajamento. Adote uma agenda e seja disciplinado.

08 – Crie mecanismos de monitoramento e controle eficazes:  eles permitirão acompanhar a evolução de cada iniciativa e corrigir a rota rapidamente. Tenha os números à mão e decida baseando-se em fatos e dados, não em achismos ou suposições. O ideal é que cada gestor de área tenha o P&L (Profit & Loss Statement) e os KPIs (Key Performance Indicators) atualizados para ir conduzindo as ações de maneira assertiva. Para esta função, contar com uma assessoria em controladoria pode ser interessante.

Por fim, é importante destacar que:

            •          O dinheiro da companhia (especialmente o dinheiro novo) vem dos clientes por meio das operações. Foco nisso;

            •          Sem lucro ao final de cada dia, a recuperação não se efetiva;

            •          O caixa precisa estar sempre em primeiro plano;

            •          Os fatores que garantem o sucesso de um projeto de reestruturação são: liderança, conhecimento técnico, utilização do método gerencial (PDCA), um bom plano, pessoas capazes e engajadas, pressão para mudança e recompensas efetivas com uma dose extra de humanização nos processos, mais emoção e prática do overdelivery;

            •          Você precisará contar com as melhores pessoas que conseguir dispor. Cuide do capital humano;

            •          O sucesso, as fórmulas e/ou as práticas do passado podem não resolver os problemas do presente;

            •          Reestruturação não é algo indolor. Quase nenhuma crise termina sem suor, algumas lágrimas e sem sangue no chão. Talvez por isso seja um processo tão pedagógico;

            •          Seja otimista. Saiba que todas as grandes companhias já passaram por desafios severos. Presuma que sua acabará sobrevivendo e que sairá deste momento ainda mais fortalecida;

            •          Seu comportamento fala muito e é o bom exemplo torna um líder poderoso. Comporte-se bem que tudo dará certo.

A história monetária dos últimos quatrocentos anos está repleta de crises financeiras. O padrão foi que o otimismo do investidor aumentou com a expansão das economias, a taxa de crescimento do crédito aumento e o crescimento econômico acelerou. O aumento na oferta de crédito e as perspectivas econômicas mais favoráveis levaram a booms econômicos.

Depois disso, porém, o crescimento foi interrompido e as crises surgiram. Algumas dessas crises envolveram o fracasso de um grande número de bancos, algumas envolveram a falta de confiança na habilidade de um país em manter o equilíbrio da moeda e algumas poucas envolveram a implosão de uma bolha nos mercados de ações e imobiliário.

O fracasso dos bancos aconteceu graças às grandes depreciações das moedas nacionais ou graças às quedas nos valores imobiliários e das ações durante a fase de crash do ciclo financeiro.

O fato é que de nada adianta termos todo esse conhecimento, agir estratégicamente, mas não mudar o seu MINDSET.

Então, se você quer realmente ter resultados efetivos com esse manual, você precisará rever seus conceitos sobre o dinheiro. Pois, seu jeito de pensar sobre dinheiro, riqueza e prosperidade se baseia nas crenças que foram programadas sobre dinheiro em sua mente, ainda na sua infância. É preciso entender como esse modelo mental se forma, quais suas limitações e trabalhar para desenvolvê-las constantemente se você quer realmente se tornar rico e próspero em saúde, ter tempo de qualidade com família e paz de espírito acima de tudo.

Além disso, é preciso constantemente reafirmar seu compromisso com a prosperidade e dar o melhor de si para realmente alcançá-la, afinal a lei do universo é infalível.

O segredo é criar uma nova rotina, reprogramar a sua mentalidade a respeito do dinheiro e se manter constante e congruente na realização do seu plano financeiro e PDA (plano de ação) mantendo a persistência e sendo resiliente em busca de cumprir o seu propósito, oferecendo apenas o seu melhor pro universo, exatamente aquilo que você quer de volta pra sua vida, aceitando os desafios e se superando todos os dias afim de viver a sua melhor versão #VivaSuaMelhorVersão na vida e nos negócios e evolua com a crise.


Empreededora, Autora do Livro Viva Sua Melhor Versão, CEO do Instituto de Desenvolvimento Profissional Mentoria 360%, Fundadora da Mentoria 360.
arquivo Pessoal/Aline Salvi

Empreededora, Autora do Livro Viva Sua Melhor Versão, CEO do Instituto de Desenvolvimento Profissional Mentoria 360%, Fundadora da Mentoria 360.


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